Minha viagem a Alemanha

Bem, senhoras e senhores. Acho que, como deu para perceber, meu site está desatualizado a um bom tempo... Isso se deve a dois fatores: primeiro porque realmente não tenho encontrado tempo para atualizar o site com assuntos interessantes e segundo, porque estava me preparando para viajar para a Alemanha.

Me desculpem por não avisar ninguem. Mas eu não gosto de criar espectativas só para as verem frustadas depois. Assim, apenas as pessoas que têem um contato diario sabiam que eu estava preste a deixar o continente.

De qualquer forma eu fui para a Alemanha. Gostaria de saber como foi? Então veja na materia!

Photobucket

01 - Primeiro dia: De São Paulo a Frankfurt

Bem, nunca viajei de avião, quanto mais para fora do Brasil. Estava super preocupado por achar que algo daria errado, embora tivesse tomado todo o cuidado possivel para que tudo desse certo...

Lá estava eu, no aeroporto internacional André Franco Montoro (que tambem foi o responsável pela minha primeira viagem sozinho, diga-se de passagem) com quase 4 horas de antecedencia. Meus pais e tio foram embora logo e apartir daquele momento iniciaria minha epopeia por terras germanicas. Passei pelo raio X sem nenhum problema e e dirigi para o portão de embarque. E esperei. E esperei mais. E depois, esperei. Mas mesmo assim, não tive a impressão de ficar 4 horas esperando, tudo passou muito rápido.

Pela janela dava para ver o avião da TAM. Até que finalmente foi liberado o embarque no dito. Estava desesperado, pois estava saindo do pais e até aquele momento nada de guia turistico da CVC. Dentro do avião assisti Speed Racer (filme mediano, talvez se não estivesse "preso" tanto tempo naquele banco eu curtiria mais e Hulk (que eu realmente não gostei). O avião partiu e de repente a janela parecia a tela do meu computador, com carros do tamanho de pulgas. E então, veio as nuvens e só conseguiria ver algo diferente ao chegar no destino.

É engraçado voar de avião. As vezes quando passamos por uma turbulência, parece que ele está passando por uma lombada. Mesmo com os contras, me diverti muito com a viagem. Alem dos filmes, era interessante olhar o Mapa Mundi e ver aonde o avião estava.

O duro de uma viagem longa é que, já não bastasse todo o custo que ela exige e o tempo, o fuso horario rouba algumas horas. Cheguei na Alemanha as 10 horas, mesmo que lá já fosse 3 da tarde.

E então começa minha primeira experiencia com os alemães. No caso a Policia Alemã. Minha chefe, Simone, disse que se eu falasse com eles em alemão, talvez seria um ponto positivo. E eu conversei com eles em alemão a seguinte conversa (já traduzida para o portugues):

Policial - Policia. De onde você vem?
Marcos - Sou um turista brasileiro e irei passar 10 dias na Alemanha a passeio.
Policial - Deixe-me ver o seu passaporte.
Marcos - Aqui está.
Policial - Quando você voltará para o Brasil?
Marcos - Proxima terça feira.
Policial - Deixe-me ver seu bilhete de volta.
Marcos - Ainda não tenho o bilhete, mas aqui está o meu Voucher. O bilhete eu retirarei quando fizer o check-in terça feira.
Policial - Em que hotel você ficará?
Marcos - Eu ficarei em varios hoteis, como mostram os Vouchers. É um pacote turistico para conhecer varias cidades da Alemanha.
Policial - Tem dinheiro para gastar (existe uma regra que você precisa levar 50 eurospara cada dia que você vá passar na Alemanha - Explicando Mazo)?
Marcos - Aqui está, e tambem tenho cartão de credito!
Policial - Fulano (nome do Policial 2)! Venha cá. Esse passageiro está vindo a Alemanha sozinho, com dinheiro e sabe falar alemão. O que lhe parece? (leve insinuação de que eu estaria na verdade tentando entrar clandestinamente na Alemanha).
Policial 2 - Suspeito. De onde você vem? (e se repete as perguntas acima)
Policial 1 - O que devo fazer?
Policial 2 - Sei lá. Se vira, cara.
Policial 1 - Ciclano (nome do Policial 3). Poderia me ajudar?
Policial 3 - O que há?
Policial 1 - Esse passageiro vem do Brasil, sabe Alemão, etc e tal.
Policial 3 - O que você veio fazer aqui? (e se repete novamente as perguntas acima).
Policial 3 - Ah, é turista, com certeza. Tenha um bom passeio.

Bem, depois desse interrogatório (que não foi rude como o dialogo parece mostrar), lá estava eu, no maior aeroporto do mundo (ou um dos maiores), sozinho e sem saber para onde ir. Resolvi correr atrás de minha bagagem (sobe duas escadas rolante, desce uma e segue algumas placas indicativas). Antes, carimbar o passaporte. Finalmente a bagagem e quando dou por mim, estou do lado de fora do aeroporto. E nada do guia turistico.

Já estava me preparando para pegar um taxi quando vi um casal que era impossivel de dizer que não eram brasileiros. Me aproximei sorretairamente e reparo que eles tambem estão a procura do guia turistico. Me apresentei e ficamos lá esperando. 10 minutos depois já eramos em 13 pessoas e não sabiamos o que fazer. De repente uma moça (que me lembrou muito uma funcionaria alemã que trabalhou uns dias na empresa no qual trabalho) a procura dos Munhoz e Souzas. Bem, esses eram 4 pessoas, mas a moça dizia que eram 14 pessoas. Chegamos a conclusão que passaram a lista de nomes incompleta para a coitada. Detalhe, ela não falava nem portugues, nem espanhol, apenas ingles e alemão. E os turistas que falavam ingles e alemão não conseguiam chegar perto dela, que estava cercada de turistas desesperados.

Depois de muito dialogo (se podemos considerar isso um dialogo), estavamos todos nós dentro de duas vans, prontos para irmos para o hotel. Repararam no erro? Faltava uma pessoa. E tome espera. A moça desesperada perguntava se a gente sabia quem estava faltando e nós que entendiamos o que ela estava falando dizia que não. Depois de 30 minutos esperando, o casal do lado me perguntou o porque de tanta espera. "Será que ela não está procurando nossa filha, que veio de Paris e foi direto para o hotel?". Claro que estava. Depois de esclarecido o problema, vamos para o hotel.

Chegando lá, descobrimos que a nossa guia turistica ainda não tinha chegado, que ela chegaria mais tarde. Fui para o quarto e fiquei brincando com minha camera fotografica.

Photobucket
Foto sem flash do quarto

Photobucket
Foto sem flash do quarto

Photobucket
Foto do pavilhão de exposições de Frankfurt, que é gigantesco

Photobucket
E fica do lado do hotel, alias...

Depois que o brinquedo perdeu a graça, resolvi descer para jantar. E até que me virei bem. Uma especie de bife a rolê, com molho e tomates (aqueles minusculos), batatas fritas e salada. Maravilhoso. O unico problema foi que eu pensei que podia marcar na conta do quarto e pagar na hora de fazer o check-out. Mas até esse problema foi bem vindo, pois me deu a oportunidade de praticar o Alemão.

Cheguei no quarto e encontrei o bilhete: "Meu nome é Isabel, sou sua guia de viagens e partiremos amanhã para Colonia. Acordar as 6, café da manhã as 6:55 e saida as 7:30.

E assim terminou o meu primeiro dia na Alemanha.

02 - Segundo dia: De Frankfurt a Colonia

Otimo. Todas os contratempos solucionados! Finalmente poderemos conhecer a Alemanha. Acordei as 6 e desci correndo para tomar café. Essa foi uma constante na viagem: cafés maravilhosos, cheio de opções... Opções demais para um pobre coitado acostumado a um pão com manteiga e um cafézinho de manhã. Não aproveitei tanta fartura, pois não sou acostumado a comer muito de manhã. Mas aproveitei os deliciosos pães e folhados e detestei o suco de laranja (lembra aquele suco em lata, Lanjal? Tome ele sem misturar na agua que você terá uma ideia).

Tomado o café, fiz o check-out e fui me encontrar com o resto da turma. Vou lhe dizer, nunca vi uma concentração de pessoas legais tão grande. Não vou nomear cada um deles, pois posso cometer o hediondo crime de esquecer alguem (e nem sei se eles ficariam felizes de verem os seus nomes divulgados em um site publico, vai saber?) mas só a convivencia com eles já pagou a viagem.

Só então descobri que embora eu estava começando o passeio por Frankfurt, nem todos faziam parte de minha turma. O passeio é ciclico, e em cada cidade entra pessoas novas e outras deixam a turma. Tinha gente que tinha começado o passeio em Berlim, outros em Munique, outros começavam junto comigo em Frankfurt, mas iria só até Hamburgo. Muito interessante.

Fomos até o onibus. Destino: Rüdesheim. Essa cidade, localizada no estado de Hesse, foi fundada por povos Celtas e depois ocupadas pelos Romanos, que constuiram um castelo na cidade de Bingen (do outro lado do rio Reno) e para ligar com o "Limes Romanus", ou seja, o sistema de defesa de fronteiras do Imperio Romano, construiram uma ponte por sobre o Reno, o que acabou gerando um grande fluxo de pessoas por Rüdesheim.

Passeamos rapidamente pela cidade, inclusive pela sua rua mais famosa, a "Drosselgasse".

Photobucket
Lojas de Rüdesheim.


Photobucket
Rua comercial de Rüdesheim, em frente a estação do cruzeiro

Como deu para perceber, a cidade fica na beira do Rio Reno que é chamado pelos alemães de "Pai Reno", devido a importancia do rio para a civilização local. Primeiramente, o Reno dividia as possessões romanas das terras barbaras. Segundo e mais importante, é uma monumental via de transporte de cargas desde tempos imemoriais. É facil notar essa importancia ao ver a quantidade de castelos construidos na beira do Reno, a maioria para controlar o fluxo de barcos (leia-se cobrar impostos).

Falo tudo isso pois de Rüdesheim iria começar o nosso pequeno cruzeiro pelo rio Reno. Embora o dia estivesse frio e nublado, foi se tornando ensolarado e quente conforme navegassemos pelo Reno

Photobucket
Entrada do passeio pelo Reno.

Como comentei, o que vocês mais vão ver no site são castelos. Tentarei descrever alguns assim que eu for descobrindo quais castelos são. O barco estava repleto de japoneses e não era facil tirar uma foto decente pois era o alto falante do barco anunciar "A sua direita, as ruinas de..." e todo mundo corria para a direita do barco para tentar pegar o melhor angulo possivel. Assim, mais do que os castelos alemães, o que não faltará nessas fotos são cabeças de japoneses.

Photobucket
Linha de Trem de Rüdesheim


Photobucket
O barco faz o contorno para seguir a viagem...


Photobucket
... encontra com outro barco que volta de seu cruzeiro...


Photobucket
... destaque para os vinhedos ao fundo...


Photobucket
Japoneses acomodados (com direito a saque servido pelos guias turisticos deles)


Photobucket
Destaque para um prédio que achei bonito na cidade de Bingen


Photobucket
Parada para entrar os turistas vindo de Bingen


Photobucket
Mais turistas japoneses e a Mäuseturm (Torre dos Ratos) ao fundo, construido pelos Romanos e ganhou esse nome graças a uma antiga cronica.


Photobucket
Ruínas da fortaleza Ehrenfels


Photobucket
Ruínas da fortaleza Ehrenfels - A missão


Photobucket
Ruínas da fortaleza Ehrenfels - O Retorno. Olhem os vinhedos!!!


Photobucket
Casas da região


Photobucket
Casas da região 2


Photobucket
Castelo de Rheinstein


Photobucket
Castelo de Rheinstein 2


Photobucket
Castelo de Rheinstein 3


Photobucket
Castelo de Rheinstein 4


Photobucket
Castelo de Rheinstein 5


Photobucket
Castelo de Reichenstein


Photobucket
Castelo de Reichenstein 2


Photobucket
Castelo de Reichenstein 3


Photobucket
Castelo de Sooneck


Photobucket
Castelo de Sooneck 2


Photobucket
Castelo de Sooneck 3 - Bem ao fundo


Photobucket
Mais vinhedos!


Photobucket
Notem como as arvores estavam coloridas devido ao Outono!


Photobucket
Cidade e suas casas


Photobucket
Cidade e suas casas 2


Photobucket
Cidade e suas casas 3


Photobucket
Castelo que eu não lembro o nome e está muito mal fotografada.


Photobucket
Castelo que eu não lembro o nome e está muito mal fotografada.


Photobucket
Agora sim. Ruinas do Castelo Fürstenberg


Photobucket
Mais casas e vinhedos. O tempo está abrindo!


Photobucket
Cidade com igreja ao fundo


Photobucket
Mais casas tipicas.


Photobucket
Castelo de Stahleck, hoje um hotel.


Photobucket
Castelo de Stahleck, hoje um hotel.


Photobucket
Parada da cidade de Bacharach


Photobucket
Parada da cidade de Bacharach


Photobucket
Castelo de Pfalzgrafenstein


Photobucket
Castelo de Pfalzgrafenstein


Photobucket
Vegetação local


Photobucket
Castelo de Schönburg, hoje hotel


Photobucket
Castelo de Schönburg, hoje hotel


Photobucket
Castelo de Schönburg, hoje hotel


Photobucket
Um pedacinho de um barco de carga


Photobucket
Cidade de Oberwesel


Photobucket
Outra coisa que a Alemanha tem bastante alem de castelos e cerveja: Igrejas. Nesse caso: Liebfrauenkirche


Photobucket
Liebfrauenkirche


Photobucket
Não disse que o tempo estava abrindo?


Photobucket
Cidade com a Igreja de St. Martin a direita


Photobucket
Cidade de Oberwesel com a Igreja de St. Martin no centro


Photobucket
Torre que eu não tenho a menor ideia de como se chama


Photobucket
Close na Torre Sem Nome


Photobucket
Uma foto melhor enquadrada da Torre


Photobucket
Foto dos morros


Photobucket
Barco (o que mais poderia ser?)


Photobucket
Barco (e como bobos, acenamos para quem estava voltando!)


Photobucket
Mais foto da paisagem local.


Photobucket
Monte Loreley

Aqui irei abrir um parenteses para contar a história desse monte! Como se sabe, o rio Reno era uma via importante de transporte. E nem sempre o tempo ajuda a esse tipo de transporte. Esse monte fica bem em uma das curvas do Reno, e este, quando enfrentava uma tempestade muito forte, tinha o péssimo habito de arrastar os barcos de encontro a esse monte, resultando em morte suficiente para preencher as páginas dos "Noticias Populares" da epoca.

Otimo, claro que a culpa não era da tempestade, muito menos de marinheiros bebados. Então surgiu a lenda que nesse monte existia uma loira linda penteando seus lindos cabelos, o que atraia os marinheiros para os seus braços e consequentemente, para morte. É mais crivel do que um barco bater nas rochas devido ao mal tempo, não?


Photobucket
Castelo Katz


Photobucket
Castelo Katz visto por outro angulo

Bem, fim do cruzeiro. Descemos do barco, e seguimos nossa guia de turismo até uma sessão de degustação de vinho! Chegando a simpatica loja, somos recebidos por um lojista gritando em espanhol: "Seja bem vindo, Brasil! Socrates, Zico, Falcão, Romario, Bebeto, Careca, Ronaldo!". Claro que ele queria nos ser simpatico mostrando que conhecia o nosso pais através do seu maior produto de exportação. Enquanto degustavamos o vinho oferecido por ele e sua familia, ele nos contava que esse vinho era produzido por sua familia e que sua vinicola já era dirigida pelos seus ancestrais a mais de 400 anos!

O vinho era otimo, mas o que me chamou mais atenção era a loja dele. Era o sonho de consumo para qualquer turista! Desde vinhos produzidos por sua familia, passando por imãs de geladeira, chaveiros, cartões, livros, postais, imagens com motivos até os tão desejados por mim, relogios de parede! Desde minusculos relogios-cuco, até automatos mais complexos, grandes e caros! Como minha mala não era grande o suficiente para levar tudo o que eu queria, comprei algumas minusculas lembranças para os mais próximos e dei-me por satisfeito. Mas fiquei encantando em ver um garoto, filho do dono da loja e futuro herdeiro de uma tradição de 400 anos, ajudando o pai no negócio.

Estavamos na cidade de São Goar (Sankt Goar am Rhein), uma pequena cidade que recebeu esse nome graças a um ermita (?) que se fixou no local e que mais tarde recebeu o status de Santo: São Goar de Aquitânia. Prometo pesquisar melhor a história dele depois.


Photobucket
Unica foto tirada por mim das ruas de Sankt Goar

Saimos de São Goar e fomos em busca de uma cidade chamada Cochem, capital de um distrito chamado Cochem-Zell. Essa cidade fica na beira do rio Mosel e sofreu barbaridade com as cheias desse rio. Os cidadões da cidade fazem questão de marcar, com um indicador e ano, a altura na qual atinguiu as cheias do rio, e olha que tem casa que possui marcas de dois a três metros de altura!

Mas não foi facil chegar a essa cidade. As vias que levavam até ela estavam interditada para recapeamento. Isso nos proporcionou um espetaculo, pois passavamos por inumeras cidadelas minusculas, cheias de casas de enxamel super bem conservadas, igrejas lindas e ruas... vazias!!! A coisa mais rara era ver alguem na rua, seja andando ou trabalhando. Pena o onibus não ter parado para tirarmos algumas fotos das cidadinhas.

Em Cochem, pelo contrario, as ruas estavam apinhadas de turistas. Acima da cidade era possivel visualizar o castelo de Cochem. As ruas, cheias de turistas, impossibilitava fotografar as lindas vitrines de suas lojas. Paramos em um aconcheigante restaurante e almoçamos.


Photobucket
Algumas lojas de Cochem


Photobucket
Praça central da cidade

Parti de Cochem após um prato de spaghetti e uma deliciosa e gigantesca torta de maça. Estavamos meio tristes por não poder conhecer o castelo de Cochem, mas nossa guia turistica dizia: "Bah, esse castelo já foi destruido e reconstruido tantas vezes que não tem nada lá de original. Vou levar vocês para um castelo de verdade.". E ela tinha razão.

Burg Eltz é um castelo que ainda pertence a mesma familia que viveu aqui a 33 gerações atras, no seculo 12. Mas ele tem algumas peculiaridades. Ele é mais ou menos um castelo para os não tão nobres. Uma forma de demonstrar poder e riqueza na Idade média era ter o seu proprio castelo. Só que muitas familias de nobres não possuia cacife suficiente para bancar a construção de um castelo, que é um pouquinho mais caro do que contruir um barraco na Cidade Tiradentes. Como imagem é tudo (sempre foi), varias familias juntavas suas moedinhas de ouro e construiam um castelo, pratica comum. Com o tempo, familias de melhores condições compravam as partes das outras familias, e hoje Burg Eltz pertence a apenas uma familia, a familia Eltz.

Dois terços do castelo é aberto a visitação e o restante é fechado para eventos especiais, uma especie de salão de festas para quem tem dinheiro para alugar.

Vamos as fotos?


Photobucket
É, eu sei, não sou fotogenico. Não se aflinja, não verás a mim tão frequentemente


Photobucket
Burg Eltz em uma foto tremida


Photobucket
Burg Eltz em uma foto melhor tirada.


Photobucket
Burg Eltz


Photobucket
Entrada do Burg Eltz


Photobucket
Entrada do Burg Eltz


Photobucket
Interior do Burg Eltz


Photobucket
Interior do Burg Eltz


Photobucket
Interior do Burg Eltz


Photobucket
Ultima vista do Burg Eltz

Dentro do castelo é possivel fazer uma visita monitorada por um guia turistico do castelo, basta escolher o idioma: Ingles ou Alemão. Existe tambem lugares para comprar lembranças e uma cantina. O castelo tambem estava cheio de turistas, o que me leva a cogitar a hipotese que os alemães passam mais tempo fazendo turismo do que trabalhando. Enquanto tomava um copo de agua mineral, eu me divirtia com um menino que estava aprendendo os primeiros passos, o que resultou em muitos tombos e possivelmente muita dor de cabeça, já que ele insistia em bater com a cabeça nas mesas de madeira do patio. Mas ele estava se divertindo muito com os tombos e sorria para todo mundo. Uma graça!

Alias, para ter acesso a esse castelo, existe uma boa descida que se torna uma penosa subida após a visita ao castelo. E como o povo religioso da região não poderia perder tempo, transformaram a subida em uma via crucis, com uma estação a cada 200 metros. Se você nunca participou de uma via crucis em uma sexta feira santa, vai ficar boiando com o que estou escrevendo. Abaixo uma foto de uma das estações:


Photobucket

Bem, posto isso, basta escrever que voltamos para o onibus e partimos em direção a Colônia. Era bacana passar pelos campos recem colhidos, fardos de feno gigantescos no sol para secar, enormes Aerogeradores rodando no horizonte enquanto o sol se arrastava pelo céu. Chegamos a Colônia a noite, só restando a mim me arrastar até meu quarto, assistir um pouco de TV e dormir. "Amanhã, levantar as 6, café da manhã as 6 e meia, malas na porta do quarto as 6 e 45 e partida as 7 e meia".

03 - Terceiro dia: De Colonia a Hamburgo

Estava em Colônia (em alemão: Köln) a quarta mais populosa cidade da Alemanha. É uma cidade cheia de lugares para se ver, mas infelizmente o tempo era curto.

Só para lembrar, essa cidade possui esse nome pois a Agripina, mulher do imperador romano Claudio, pediu para que ele elevasse o status da cidade aonde ela tinha nascido para "Colonia". Assim, a cidade recebia o nome Colônia de Agrippina.

Acordamos cedo e fomos direto para o principal ponto turistico de Colônia: a catedral de Colônia. Infelizmente é impossivel tirar foto dessa catedral de perto, pois ela dá um novo sentido a palavra "gigantesca". Assim, vou colocar aqui uma foto dela tirada da Wikipédia.

Ela demorou mais de 600 anos para ser contruida. E como se não bastasse o fato dela ser linda e gigantesca, em seu interior está os restos mortais dos 3 reis magos, Baltazar, Melchior e Gaspar (embora eu duvide muito).

Na praça da igreja ainda resiste o portão da cidade, construida pelos romanos. Veja a foto abaixo:

Photobucket

Alias, você viram a foto da catedral acima? Viu a cruzinha lá em cima das torres? Para vocês terem ideia de quão grande é a catedral, os construtores fizeram a mesma obra, na praça, em tamanho natural:

Photobucket


Photobucket
Foto das torres, vista de baixo


Photobucket
Frente da Catedral


Photobucket
Detalhes da entrada da Catedral


Photobucket
Foto da catedral, tirada do onibus ao sairmos de Colonia.

Fiquei muito chateado pois tirei umas 30 fotos da catedral, mas nenhuma conseguia enquadrar de forma legal a igreja. Por que tiveram que fazer algo tão monumental?

Bem, de Colônia tambem vem algo relativamente famoso por aqui: a agua de Colonia. Sim, aquele perfume foi criada lá. Comprei alguns vidros minusculos para caber na mala e nos preparamos para o próximo ponto de nossa viagem.

Almoçamos em Hamelin (Hameln como é dito por lá). Conheceu o nome de algum lugar? Não? Bem, mas certamente você conhece o conto "O Flautista Mágico". Caso não conheça, vou dar uma rápida canja:

"Certa vez, na cidade de Hamelin, o prefeito passava por um problema muito grave. Ratos infestavam todas as casas, ruas, igrejas e o que mais existia por lá. Um flautista ao visitar a cidade disse ao prefeito que poderia resolver esse problema por algumas moedas. Acordo firmado, o flautista começou a tocar sua flauta uma canção muito bonita, o que fez com que todos os ratos os seguissem, encantado por tal musica. Eles o seguiram até chegar ao rio da cidade, o rio Wesser, e se atiraram nas aguas do rio, morrendo afogado.

Como politico é ruim em qualquer lugar, o prefeito se negou a pagar porque o flautista não trouxe as cabeças dos ratos. Indignado, o flautista voltou outro dia e ao tocar sua flauta, fez com que todas as crianças da cidade o seguisse, levando elas para longe e as trancando em uma caverna."

Bem, no conto original dos irmãos Grimm, se eu não me engano, o destino das crianças tambem foi as aguas do rio Wesser, como qualquer conto de fada classico, não existe final feliz. Mas o conto se basea em um fato real, pois na idade media, em 1284, repentinamente a cidade ficou sem nenhuma criança, e que essas crianças foram reaparecer em muitas partes da Alemanha, distante de sua cidade natal.

Não tivemos muito tempo para visitar a cidade, então apenas almoçamos (no meu caso, um saboroso bife empanado de carne de porco + salada) e voltamos para o onibus. Mas não antes de eu tirar 3 fotos do parque central de Hamelin.


Photobucket
Uma Foto de um parque de Hamelin


Photobucket
Uma Foto de um parque de Hamelin


Photobucket
Uma Foto de um parque de Hamelin

Saimos de Hamelin em direção a Celle. Esta é uma cidade linda, cheia de lojas e casas no estilo Enxaimel (ou madeirame, como encontrei no dicionario). Alias, isso é um dos motivos de orgulho para a cidade. São mais de 500 casas no estilo (você vai cansar de ver essas casas nas fotos seguintes. Motivo de orgulho tambem é a Sinagoga barroca que se manteve em pé, mesmo depois da perseguição nazista. Alias, lembrando de judeus, não só aqui em Celle, mas em varias partes da Alemanha, é possivel encontrar as "Pedras do Tropeço", placas de bronze que estão fincada no chão em frente a algumas lojas e casas e que identificam os nomes dos antigos moradores judeus do local antes de irem para os Campos de concentração.


Photobucket
Rua comercial de Celle


Photobucket
Tres "Pedras do Tropeço".


Photobucket
Mais ruas comerciais de Celle


Photobucket
Casa no estilo Enxaimel


Photobucket
Casas no estilo Enxaimel


Photobucket
Rua comecial


Photobucket
Sinagoga em Celle


Photobucket
Mural em frente a Sinagoga


Photobucket
Casa de Enxaimel


Photobucket
Prefeitura de Celle


Photobucket
Igreja Municipal


Photobucket
Fonte

Abro aqui um parenteses. Essa fonte fica em uma praça em frente a igreja municipal e era ali, na idade média, aonde se realizava torneio de justas (aqueles cavaleiros com lanças longas que, montados em seus cavalos, tinha como o objetivo derrubar o cavaleiro oposto). E essa fonte é uma placa de bronze longa, de uns 10 metros e nelas existe varias marcas de passos de cavalos e no meio delas, um tubo por onde sai a agua. A fonte começa a jorrar no primeiro par de pegadas, depois o segundo (o primeiro par para de jorrar), terceiro (o segundo par para de jorrar) e assim por diante. Quando a agua bate no chão dá a impressão que você está a escutar o trotar de um cavalo. Muito interessante.


Photobucket
Rua comercial em Celle

Saimos tarde da noite, subimos no onibus e partimos, dessa vez em direção de Hamburgo.

04 - Quarto dia: De Hamburgo a Berlim

Bem, a noite eu tive um pequeno contratempo. O ar na Alemanha é super seco, a ponto de que a noite eu acordei com uma sede violenta e um forte gosto de sangue na garganta. Fui até o frigobar e se eu não me engano, não tinha nada lá (apenas um cartaz avisando de que, caso eu deseje algo, bastava ligar para a recepção). Claro que a sede era muito maior, então resolvi o meu problema com agua da torneira mesmo... Como estou vivo ainda, acho que não tinha problema nenhum...

Café tomado, lá vamos nós para o centro de Hamburgo, ou Cidade Livre e Hanseática de Hamburgo (como os taxistas de lá falam: "Freie und Hansestadt Hamburg"). Hamburgo é um dos maiores (se não for maior) porto da Alemanha e fica a 100 km de distancia do mar. Ela é localizada entre os rios Elba e Alster e devido a quantidade de pontes e canais é conhecida como a "Veneza Alemã".

Paramos em frente da Camera de Comércio de Hamburgo (Handelskammer Hamburg), descemos e fomos dar uma volta pelo centro de Hamburgo:


Photobucket
Camera de Comércio de Hamburgo


Photobucket
Prefeitura de Hamburgo


Photobucket
Prefeitura de Hamburgo


Photobucket
Prefeitura de Hamburgo


Photobucket
Mais pedras do tropeço


Photobucket
Estatua de um grande escritor alemão


Photobucket
Prefeitura de Hamburgo vista do cais


Photobucket
Vista do Alster


Photobucket
Vista do Alster

Como dá para ver, o dia começou bem nublado, e só depois o Sol foi aparecendo. Saimos da frente da Camera de Comércio, passamos em frente a Prefeitura e fomos ao pier do Alster, de onde saem passeios de hora em hora pelo lago. Do lago dá para ver o prédio da prefeitura, as pontes Kennedy e Lombard, os hoteis 5 estrelas: Hotel Atlantic, Hotel Intercontinental, o "Four Seasons" hotel e Le Royal Meridien, o prédio da seguradora Volksfürsorge,a linda vila Gästehaus des Senat, inumeros restaurantes, torres de igrejas, a Casa Branca de Hamburgo (aonde fica o consultado americano) e a torre da televisão.


Photobucket
Foto escurissima de varios barcos


Photobucket
Vista da vegetação ao longo do Alster


Photobucket
Foto de varios barcos


Photobucket
Foto de mais barco


Photobucket
Foto de mais barco


Photobucket
Foto de mais barco


Photobucket
Foto da vista do barco


Photobucket
Foto da vista do barco

Não dava para tirar muitas fotos pois alem do clima não ajudar, os vidros do barco escureciam muito as fotos, e eu não gosto de usar flash (caipira é fogo...). Saimos do barco e fomos almoçar. Mas antes, mais algumas fotos:

Photobucket
Foto da prefeitura, novamente


Photobucket
Foto da St. Petrikirche (igreja de São Pedro)

Bem, almoçamos. Na verdade não foi bem um almoço, e sim um lanche composto por peixe e salada. E mesmo eu, que não sou fã de peixe, adorei o lanche. Alias, como todo porto que se preze, a comida mais tradicional de Hamburgo é o peixe. Passeamos pelo centro e visitamos algumas lojas, mas o pessoal estava com medo da crise economica que tinha acabado de estourar e evitou comprar muita coisa. No caminho da Camera de Comercio, resolvemos visitar a igreja de São Nicolau. Ou melhor dizendo, o que restou dela.

Essa igreja foi praticamente destruida durante a Segunda Guerra Mundial, a igreja de São Nicolau era uma igreja luterana. Hoje é apenas um memorial sobre os horrores da guerra.

Photobucket
Entrada da St. Nikolai Kirche (igreja de São Nicolau)

Photobucket
Torre de 147 metros da St. Nikolai Kirche (como é horrivel tirar foto de monumentos de perto)

Photobucket
Foto lateral da torre da St. Nikolai Kirche

Photobucket
Foto da lateral da St. Nikolai Kirche

Photobucket
Memorial St. Nicolau
Para as vitimas da guerra e perseguição
Construida entre 1845 - 74 após planos do sir Gilbert Scott, Londres
Destruida por um incendio em sua torre provocada pela "Operação Gomorra" em 1943
Em 16.12.1987 foi estabilicida a "Salve a Igreja de São Nicolau"
Lembranças e Informações na cripta (Entrada pela piramede de vidro)

Photobucket
Foto da torre da St. Nikolai Kirche vista por trás

Photobucket
Foto da torre da St. Nikolai Kirche vista por trás - Parte 2

Photobucket
Sino instalado na Igreja de São Nicolau em 1993

Bem, saimos de Hamburgo consideravelmente tarde. Paramos em um daqueles restaurantes que ficam nas estradas para nos alimentar (enquanto um dos nossos amigos queria porque queria que eu perguntasse para um dos alemães quanto custava uma fazenda por ali) e voltamos para o onibus. Foi uma viagem longa, mas o destino iria valer a pena. Chegamos a noite em Berlim.

Saimos para comer algo e somente encontramos uma pizzaria aberta. De duas, uma. Ou era muito tarde ou era muito cedo. Não sei se era impressão minha, mas era muito mais gostosa do que a maioria das pizzas feitas em Sampa, vai ver que era impressão por estarmos em um lugar diferente. A intenção na verdade era de irmos para um Biergarten, mas o local tinha sido destruido por um incendio a não mais de duas noites. Voltei para o quarto e dormi.

05 - Quinto dia: De Berlim a Potsdam, voltando a Berlim

Como minha chefe me disse, para conhecer Berlim, é necessário pelo menos uma semana. Infelizmente eu tinha um dia. Pior, menos do que isso, pois existia um passeio separado que poderiamos fazer, se desejassemos, até a cidade de Potsdam. Como eu não sabia quando seria a próxima oportunidade que eu teria para conhecer Potsdam, resolvi fazer esse passeio tambem. Começamos o nosso dia normalmente, cafe da manhã e pulamos para dentro do onibus.

O onibus nos levou até o Tiergarten (Jardim dos Animais). Eu juro que tinha um Jardim Zoologico lá, mas não encontrei nenhuma referencia a ele em minhas pesquisas. Só para lembrar, o Tiergarten era um bosque aonde os reis da Prussia iam caçar (leram meu post sobre o Portão de Brandesburgo)? Lá, o socialista Karl Liebknecht e Rosa Luxemburgo foram mortos em 1919 por membros da Freikorps. E era nesse bairro que funcionava o primeiro Institudo para Pesquisas Sexuais do Mundo, fechado em 1933 pelos Nazistas.

Chega de história? É impossivel visitar Berlim sem aprender muitas histórias. De qualquer forma, descemos no Tiergarten e esperamos o próximo guia turistico. Dessa vez, a Isabel não iria ser nossa guia. Uma outra guia chegou e entramos no novo onibus. Foi irritante. A Guia era otima (para não dizer apenas que era linda), mas o povão tinha o péssimo habito de ficar conversando enquanto ela apresentava os pontos turisticos e depois perguntavam para a moça: "E aquele prédio, o que é?". Claro que uma hora a moça estourou e soltou os bichos para cima do pessoal. E no final o pessoal veio reclamar que ela era mal educada. É como eu sempre digo, se você trata as pessoas com educação, é impossivel que elas lhe tratem de forma diferente.

Demos uma volta por Berlim e fomos visitar o primeiro ponto turistico. O que lhe vem a mente quando você escuta sobre essa cidade? Sim, o muro de Berlim. Se você faltou as aulas de história (DAMN!), após a segunda guerra mundial, Berlim, como toda a Alemanha, foi dividida entre os Aliados. Metade da cidade ficou sob a administração ocidental e capitalista, liderada pelos EUA, e a outra metade sob o comando oriental e socialista da URSS (não sabe o que é essa sigla? DAMN!!! Era assim que a Russia se chamava quando era socialista). E para evitar que os alemães socialistas fugissem para o lado capitalista, a administração socialista construiu um muro, inicialmente de arame farpado, até construir a conhecida construção. Vergonhoso, não? Pela primeira vez na história da humanidade, um muro era construido para evitar que os cidadões de sua cidade saissem dela. Com o fim do socialismo, o muro caiu e as Alemanhas resolveram se unir novamente.

Já imaginou? Você vai dormir um certo dia, preocupado pois a incerteza sobre o que irá acontecer é grande e acorda com um muro separando você dos seus familiares, amigos, trabalho e toda sua vida anterior. Sem chance de ir visitar ou vice versa? E só reencontrar essas pessoas depois de 40 anos. Loucura, não? O ser humano é um animal facinante, quando se trata da magnitude da merda que consegue fazer.

Hoje sobrou apenas uma parte do Muro de Berlim, apenas para fins de Memorial. O restante foi derrubado e em seu lugar foi construido marcas para demarcar aonde passava o muro da vergonha.

Photobucket
Paralelepipedos indicativos do local por onde passava o Muro de Berlim

Photobucket
Preußischer Landtag, hoje Camera dos Deputados de Berlim

Photobucket
Preußischer Landtag, hoje Camera dos Deputados de Berlim de outro angulo

Photobucket
Topographie des Terrors: Celas de tortura do Prédio demolido da SS, hoje exposição que documenta os crimes nazistas

Photobucket
Topographie des Terrors e Muro de Berlim ao fundo

Photobucket
Muro de Berlim

Photobucket
Topografia do Terror
Escritorio Principal de Segurança Nacional, Gestapo e SS
nas ruas Wilhelm e Prinz-Albrecht

Photobucket
Muro de Berlim

Photobucket
Martin-Gropius-Bau: aberto em 1881 como Museu de Berlim de Pré Historia e História Antiga. Restaurada em 1978, se tornou em um lindo pavilhão de exibições internacionais

Photobucket
Marco por onde passava o Muro de Berlim

Photobucket
Marco por onde passava o Muro de Berlim

Photobucket
Estatua de Heinrich Friedrich Karl Reichsfreiherr vom und zum Stein: Politico Prussiano que pavimentou a unificação Alemã

Photobucket
Foto do Muro de Berlim, tirada do Onibus

Photobucket
Foto do Checkpoint Charlie, tirada do Onibus

Para quem não sabe, Checkpoint Charlie era um posto militar que permitia a passagem da Alemanha Ocidental para a Oriental de estrangeiros e membros das Forças Aliadas. Existiam 3 postos desse tipo na região, o Checkpoint A, o B e o C. Como os americanos tem dificuldade em decorar quais são as 3 primeiras letras do alfabeto, eles nomearam esses postos de Alfa, Bravo e Charlie. Muito visto em filmes de espionagem.

Photobucket
Foto da Französischer Dom (Catedral Francesa), construida para a comunidade Huguenote que fugiu da França em 1598

Photobucket
Foto de outro angulo da Französischer Dom (Catedral Francesa)

Photobucket
Foto da Schauspielhaus ou Konzerthaus (casa de concertos), construido em 1802, seriamente destruida durante a guerra, reconstruido em 1977 e reaberto em 1984

Photobucket
Foto de outro angulo da Französischer Dom (Catedral Francesa)

Photobucket
Foto de outro angulo da Französischer Dom (Catedral Francesa)

Photobucket
Foto de outro angulo da Schauspielhaus ou Konzerthaus (casa de concertos)

Photobucket
Estatua de Friedrich Schiller, poeta Alemão, em frente ao Schauspielhaus ou Konzerthaus (casa de concertos)

Photobucket
Foto tremida tirada do onibus de uma fonte, mais precisamente da Neptunbrunnen (fonte Netuno)

Photobucket
Foto da Marienkirche (igreja protestante de Santa Maria), tão antiga que não se sabe ao certo a data de sua construção. Detalhe para a Fernsehturm ao fundo

Photobucket
Foto da Fernsehturm (torre de TV), com os seus 365 metros de altura. No globo existe um restaurante panoramico giratorio, proporcionando uma vista absurda de toda Berlim a cada 20 minutos.

Photobucket
Foto tirada do onibus da Berliner Dom (Catedral de Berlim)

Photobucket
Foto tirada do onibus da Altes Museum (Museu Antigo), mais importante museu do mundo no campo da arte antiga da Grécia e Roma

Photobucket
Foto tirada do onibus da Neue Wache hoje um memorial para todas as vitimas de guerras e ditaduras

Photobucket
Foto tirada do onibus da Humboldt Universität (Universidade Humboldt), aonde trabalharam Max Planck e Albert Eistein

Photobucket
Outra foto tirada do onibus da Humboldt Universität (Universidade Humboldt)

Photobucket
Primeira de uma série de fotos do Portão de Brandesburgo

Photobucket
Portão de Brandesburgo 2

Photobucket
Portão de Brandesburgo 3

Photobucket
Portão de Brandesburgo 4

Photobucket
Portão de Brandesburgo 5

Photobucket
Close na Quadriga, estatua em bronze da deusa Irene, deusa da Paz

Photobucket
Foto da Sowjetisches Ehrenmal (Monumento em memória ao Soldado Sovietico)

Photobucket
Foto tirado do onibus de uns taxis movidos a pedaladas que achei interessante

Photobucket
Foto mal tirada do onibus da Kaiser Wilhelm Gedächtnis Kirche, destruida após a guerra e não reformada para deixar bem claro os resultados da guerra

Photobucket
Foto mal tirada do onibus da Kaiser Wilhelm Gedächtnis Kirche

Photobucket
Foto mal tirada do onibus da Kaiser Wilhelm Gedächtnis Kirche

Photobucket
Foto tirada do onibus de um prédio que eu não faço a menor ideia do que seja

Photobucket
Foto das arvores do Tiergarten

Bem, nesse ponto terminava o tour por Berlim e começaria meio dia livre em Berlim. E tambem tinha um tour opcional (não incluido no pacote) a cidade de Potsdam. Como quem está na chuva é para se queimar, resolvi conhecer essa cidade. Não antes de irmos almoçar em uma lanchonete na estação Zoologischer Garten (sim, sabia que tinha visto um Zoologico em algum lugar) de metro. Para quem não sabe, os metros de Berlim não possuem catracas, você compra o bilhete nas maquinas de venda expressa, sobre a escada rolante e entra no trem. Claro que dentro do trem existem vigias que se suspeitarem que você não pagou a passagem, o retira do trem.

Depois de um prato rapido (e uma cervejinha que aumentou muito a sonoridade de meus "S"s) fomos para o onibus, em direção a Potsdam. E tome mais fotos:

Photobucket
Foto tirada do onibus da famosa Ponte Glienicke, aonde era realizada trocas de espiões entre os EUA e a União Sovietica

Photobucket
Outra foto tirada do onibus da Ponte Glienicke

Photobucket
Outra foto tirada do onibus da Ponte Glienicke

Photobucket
Final da Ponte Glienicke, foto tirada do onibus

Chegando em Potsdam, primeiramente fomos visitar o Schloss Cecilienhof. É um casarão que serviu de palco para o encontro de Winston Churchill (primeiro ministro britanico), Franklin Roosevelt (presidente americano) e Josef Stalin (lider da União Sovietica) após o fim da segunda grande guerra. O objetivo do encontro era definir o futuro da Alemanha e do mundo, a punição dos criminosos e a reparação dos paises afetados. O monumento é bonito, mas infelizmente não é permitido tirar fotos do interior do prédio (como em qualquer museu que se preze). Hoje, parte do prédio é um museu e a outra parte, um hotel.

Photobucket
Foto da parte de trás do Schloss Cecilienhof

Photobucket
Outra foto da parte de trás do Schloss Cecilienhof

Photobucket
Foto da parte dianteira do Schloss Cecilienhof

Photobucket
Foto do jardim interno do Schloss Cecilienhof

Photobucket
Foto do jardim interno do Schloss Cecilienhof, com destaque para o prédio principal

Photobucket
Foto do jardim interno do Schloss Cecilienhof, com destaque para um prédio lateral que parece dois olhos humanos....

Entramos no prédio, aonde recebemos fones de ouvido e um transmissor, aonde escutamos o Guia do Museu explicar a história de cada quarto. Todas as salas estão muito bem conservadas e cada ala do prédio serviu como quarto e sala de trabalho para um dos manda chuvas do mundo citados acima. Apenas o cheiro caracteristico de museu estava presente, aquele odor de coisa velha. Saimos do prédio e tomamos o onibus para nossa proxima parada: Castelo de Sanssouci.

Photobucket
Foto de um jardim em Potsdam

Photobucket
Foto de um jardim em Potsdam

Descemos do onibus e fomos conhecer outro palacio, desta vez o Palacio de Sanssouci (do francês: Sem Preocupação). Construido para ser o palácio de Verão do rei prussiano Frederico, o Grande (ou ele se imaginava). Para ser sincero, o palácio não é gigantesco, possui apenas dez salas, mas o jardim sim é algo de interessante. E o local tinha uma ligação tão grande com o Frederico que o sonho dele era que, após a sua morte, ele pudesse ser enterrado ali junto com os seres a quem ele mais amava na face da Terra: seus cachorros. Infelizmente acharam melhor enterrar ele em uma igreja e só agora, depois da reunificação da Alemanha, é que seus restos mortais foram transferidos para o Sanssouci.

Como tudo é simbolismo nessa epoca, construiram o palacio de forma que ele apontasse para os 4 elementos fundamentais: Terra (norte), Agua (Sul), Fogo (Oeste), Ar (Leste). Assim, ao entrarmos no parque, tendo o palacio localizado no centro, veremos um antigo moinho de vento a leste, uma cadeia de montanhas ao norte, uma linda fonte ao sul e o por do Sol a oeste. Do lado esquerdo do palacio fica a jazida do Frederico, o Grande. Alem do tumulo dele, lá se encontra o tumulo de uns 10 cãos, amigos fieis do Frederico. E nenhum tumulo de parente. Que cachorrada!

Existem tambem algumas estufas para o cuidado de plantas e um grande vinhedo aonde Frederico gostava de passear. As fontes tambem possuem carpas e a visita ocasional de patos.

Photobucket
Foto do Moinho de Vento em Sansouci

Photobucket
Outra foto do Moinho de Vento em Sansouci

Photobucket
Mais uma foto do Moinho de Vento em Sansouci

Photobucket
Foto do pátio de honra semi-circular, com uma de suas duas colunatas Coríntias.

Photobucket
Foto do portão Norte.

Photobucket
Foto da parte de trás do Palacio (embora oficialmente a entrada seja por trás, prefiro imaginar que a parte da frente é a que possui a vista para as fontes).

Photobucket
Foto do Tumulo de Frederico, o Grande. Engraçado o pessoal ainda levar comida e flores para o tumulo dele

Photobucket
Foto dos tumulos dos cachorrinhos de Frederico

Photobucket
Foto da deusa Pomona, deusa das frutas e dos jardins na mitologia romana.

Photobucket
Foto do Palacio, visto do tumulo do Frederico.

Photobucket
Foto do Palacio, visto de frente.

Photobucket
Foto do Palacio, ala direita.

Photobucket
Foto da Fonte, vista do Palacio.

Photobucket
Foto da Fonte, vista do Palacio.

Photobucket
Foto do Palacio, visto do meio do caminho entre a fonte e ele.

Photobucket
Mais uma foto da Fonte.

Photobucket
E mais uma.....

Photobucket
Foto do Palacio, vista da Fonte.

Photobucket
Foto da Fonte e do Palacio.

Photobucket
Foto da Fonte, com patos e carpas (manchas laranjas abaixo do patinho da esquerda).

Photobucket
Tentativa de fotografar os peixes.

Photobucket
Foto do moinho de vento, visto da fonte.

Photobucket
Uma foto na frente da Fonte

Photobucket
Foto do Obelisco, dentro do parque Sanssouci.

Finalmente saimos do parque e voltamos para o onibus. Demos uma volta por Potsdam e fomos tomar um café da tarde.

Photobucket
Foto das ruas de Potsdam.

Photobucket
Foto das Portão do Caçador, em Potsdam.

Photobucket
Foto das muralhas de Potsdam.

Photobucket
Foto das muralhas de Potsdam.

Paramos na frente da igreja da foto abaixo e fomos tomar café. Cada restaurante possui mesas na rua, para que o turista possa comer e descançar, mas cuidado para não comprar em um restaurante e sentar na cadeira do restaurante ao lado. Educadamente o dono da loja vem pedir para voce se retirar da mesa.

Photobucket
Foto de uma igreja em Potsdam.

Photobucket
Foto de uma igreja em Potsdam.

Photobucket
Foto de uma igreja em Potsdam.

Photobucket
Após o café, uma pausa para uma foto

Tomamos um café e voltamos para o onibus. De volta a Berlim, só nos restou voltar para o quarto do hotel. Amanhã o destino será Nuremberg, até amanhã

06 - Sexto dia: De Berlim a Nuremberg

Novamente acordamos cedo, tomamos nosso café e corremos para o onibus. Desta vez viramos o nosso nariz para o sul, iriamos descer até Nuremberg. Como eu não tinha muita coisa a fazer, fui tirando fotos pela janela do onibus:

Photobucket
Foto tirado do onibus a caminho de Dresden.

Photobucket
Foto tirado do onibus a caminho de Dresden.

Photobucket
Foto tirado do onibus a caminho de Dresden da estatua do rei Augusto, o Forte.

Photobucket
Foto tirado do onibus a caminho de Dresden da estatua do rei Augusto, o Forte.

Photobucket
Foto tirado do onibus chegando a Dresden.

Photobucket
Foto tirado do onibus chegando a Dresden.

Photobucket
Foto tirado do onibus chegando a Dresden, da Katholische Hofkirche.

Photobucket
Foto tirado do onibus chegando a Dresden, do Palacio de Zwinger.

Dresden é a capital do estado da Saxónia, fica nas margens do rio Elba e é conciderada a Florença Alemã, tamanho a produção artistica originada aqui. Tambem foi palco de um controverso (na minha opinião, covarde) ataque durante a segunda grande guerra. Com a desculpa da necessidade de um ataque a um alvo militar, foi despejado 3900 Toneladas de explosivos por mais de 1300 bombardeiros, causando a completa destruição do centro histórico e a morte de, no minimo, 8200 civis (número dos Aliados). Alguns historiadores argumentam que o número de mortos na operação seria de 30 mil civis.

Descemos do onibus e demos de cara com o Semperoper, mais conhecido lá na Alemanha como Sächsische Staatsoper Dresden. Se chama Semperoper graças ao seu projetista, o Gottfried Semper, que a projetou duas vezes. O primeiro prédio foi destruido por um incendio e o segundo graças a segunda guerra mundial. É uma das casas de Ópera mais importante da Europa, e pelo seu teto já estrearam obras de Richard Wagner e Richard Strauss.

Desci do onibus e fotografei ao redor. Vou ir tentando explicar um pouquinho de cada prédio:

Photobucket
Foto da frente da Semperoper.

Photobucket
E mais uma foto do Semperoper.

Photobucket
E mais uma foto do Semperoper.

Photobucket
Destaque para a estatua sobre o Semperoper.

Photobucket
Estatua do rei João, da Saxonia, em frente a Semperoper.

Fomos então visitar o Palacio de Zwinger. Construido a mando do Augusto, o Forte entre antigas fortificações de Dresden. Possui um patio lindo aonde era realizado torneios e festivais.

Photobucket
Foto externa do Palacio de Zwinger.

Photobucket
Foto do pátio interno do Palacio de Zwinger.

Photobucket
Outra foto do pátio interno do Palacio de Zwinger.

Photobucket
Outra foto do pátio interno do Palacio de Zwinger.

Photobucket
Outra foto do pátio interno do Palacio de Zwinger.

Photobucket
Uma foto dos muros do Palacio de Zwinger com destaque a um dos prédios.

Photobucket
Foto dos prédios da região, com a igreja de Hofkirche e o Residenzschloss ao fundo.

Photobucket
Foto dos prédios da região, com destaque a um restaurante com mesas ao ar livre da região.

Photobucket
Uma foto dos muros do Palacio de Zwinger, tirado de dentro do patio.

Photobucket
Outra foto do patio interno do Palacio de Zwinger.

Photobucket
E mais uma foto do Palacio de Zwinger, tirada do patio.

Photobucket
E mais uma foto do Palacio de Zwinger, tirada do patio.

É engraçado como a vida pregra peças, não? Hofkirche é um peixe fora d'agua, uma igreja católica construida em uma cidade inteiramente protestante. Essa igreja Catolica só foi contruida aqui porque o Augusto, o forte, precisou se converter ao Catolicismo.

Photobucket
Foto da Hofkirche.

Photobucket
Foto da parte de trás da Hofkirche.

Photobucket
Foto da Hofkirche.

Photobucket
Foto da Dresdner Residenzschloss, residencias dos reis da Saxonia.

Photobucket
Foto Verkehrsmuseum Dresden, ou melhor dizendo, Museu dos Transportes, com destaque a estatua de Mercurio.

Photobucket
Foto Verkehrsmuseum Dresden (Museu dos Transportes)

Photobucket
Foto da Frauenkirche, ou Igreja Luterana da Nossa Senhora

Essa igreja, finalizada em 1743 é maravilhosa. E, como tudo em Dresden, foi destruida pelos aliados durante a Segunda Guerra Mundial. Mas graças a um gigantesco e minucioso trabalho de reconstrução, ela está em pé novamente. Vi fotos da reconstrução dela na internet, realmente foi algo de perder o folego. Praças e mais praças com prateleiras interminaveis contendo ruinas da igreja catalogado. Deve ter sido um quebra cabeças monumental.

Na praça em frente a Frauenkirche existia centenas de performistas, alguns tocando violino, fantasiados, todos com sua tijela de moedas aos pés. Não sei se achei bonito ou triste.

Photobucket
Foto de um friso da Langer Gang, chamada Fürstenzug, mostrando um cortejo de varios reis Saxões

Photobucket
Foto da Fürstenzug

Photobucket
Foto de um dizer na Fürstenzug, o qual ainda irei traduzir

Photobucket
Foto da parte final da Fürstenzug

Photobucket
Cosplay do Augusto, o Forte

Photobucket
Estatua de Friedrich August I, rei da Saxonia

Photobucket
Foto da parte de tras da Residenzschloss

Por fim, demos por encerrada nossa visita a Dresden. Subimos no onibus e fomos, dessa vez, em direção a Baviera

Photobucket
Foto dos moinhos das usinas eolicas

Photobucket
Mais Fotos tirada do onibus

Entrando no estado da Baviera, a primeira cidade a visitar foi Bamberg. Essa cidade, reconhecida pela Unesco como Patrimonio Mundial, é sede do Arcebispado de Bamberg e da Otto-Friedrich-Universität Bamberg (Universidade da Cidade).

Photobucket
Foto de um barbeiro

Photobucket
Foto de um barbeiro (reparem a parede direita, totalmente estufada para fora)

Photobucket
Foto de lojas da região, casas contruidas no estilo enxaimel

Ao longo do rio Regnitz, uma vila conhecida como Pequena Veneza, na verdade, um bairro de pescadores.

Photobucket
Foto de um antigo abatedouro ao lado do Regnitz

Photobucket
Foto do rio Regnitz

Photobucket
Foto do Câmara Municipal Antiga, vista da frente do abatedouro

Photobucket
Foto da "Pequena Veneza"

Photobucket
Arredores de Bamberg

Photobucket
Guincho utilizado para descarregar os barcos vindo do Danubio e Meno

Photobucket
Foto de uma rua comercial em Bamberg

Photobucket
Foto do Entrada da Câmara Municipal Antiga

Photobucket
Foto de um mural na Câmara Municipal Antiga

Photobucket
Foto do Entrada da Câmara Municipal Antiga

Photobucket
Foto de uma rua comercial em Bamberg

Photobucket
Senhoras e Senhores, uma foto da mais famosa loja de artigos natalinos do mundo: Käthe Wohlfahrt

Photobucket
Foto de uma rua comercial em Bamberg

Photobucket
Foto tirada a caminho da Catedral de Bamberg

Photobucket
Achei esses bloqueios fantasticos. São automaticos e só deixam passar veiculos autorizados

Photobucket
Catedral Imperial de Bamberg - aonde estão as sepulturas do papa Clemente II, do imperador Henrique I e sua esposa

Photobucket
Catedral Imperial de Bamberg

Photobucket
Neue Residenz (Nova Residencia da Corte), hoje Biblioteca e Galeria Municipal

Photobucket
Casa a qual eu achei bonita no caminho de volta ao Onibus

Photobucket
Outra casa que eu achei bonita no caminho de volta ao Onibus

Bem, de volta ao onibus, um fato curioso. Dois meninos e duas meninas estavam sentados em um gramado. Um dos garotos se levantou, uma das meninas se levantou junto, eles discutiram e o menino empurrou a menina, que se jogou ao chão. Os dois meninos foram embora e a menina ficou jogada ao chão por um bom tempo chorando, sendo aparada pela outra garota. Um dos turistas foram lá na tentativa de ajudar no ocorrido, mas uma das garotas disse que estava tudo bem. Os meninos voltaram e os quatros foram embora. Não tenho a menor ideia do que ocorreu, mas o fato não escapou dos olhos inquisitores dos turistas mais velhos, que levantaram a possibilidade de drogas.

Anyway, saimos de Bamberg e fomos até Nuremberg. Para quem fugiu das aulas de História de sexta feira para ir namorar nos cantos escuros da escola, Nuremberg entrou para a História por dois motivos: os famosos comicios realizados pelo Partido Nazista, e pelos jugamentos dos criminosos de guerra, após a derrota alemã na Segunda Guerra Mundial. Hmmm.... Gostaria de ter cabulado tambem algumas sextas feiras...

O problema é que chegamos muito tarde a Nuremberg. Fomos para o hotel e a guia turistica nos deu informações do que visitar na cidade, mas estava muito escuro, e mesmo sabendo que talvez nada fosse acontecer se fossemos visitar a cidade, preferimos ir para cama mais cedo. Afinal de contas, a caminhada que tivemos por Dresden exigiu bastante e deveriamos estar descansados para o dia seguinte. Mas deu para ver as muralhas de Nuremberg da janela do Onibus.

O hotel em Nuremberg era bem simples, mas mais aconchegante do que os de Berlim e Hamburgo. E tinha duas garrafas de cerveja e duas garrafas de agua gratis na geladeira. Evitei as cervejas, pois alem de não me dar muito bem com alcool, sabia que no dia seguinte, eu seria obrigado a beber algo, por mais que não desejasse.

07 - Setimo dia: De Nuremberg a Munique

Mesmo cerimonial de sempre. Acorda cedo, café, malas na porta do hotel, entra no onibus e lá vamos nós para Munique. Mas não sem antes visitar outras cidades, claro. E a bola da vêz era Ratisbona, ou Regensburgo.

Regensburgo certamente é uma das cidades mais antigas da Alemanha. Existem relatos da contrução de um castelo no local para o exercito romano em 80dC. De lá para cá virou sede do Bispado, depois virou protestante.

Mas uma história realmente interessante é que nessa cidade existia uma das mais antigas comunidades judaicas da Alemanha. E como sabemos que na Europa era comum, os judeus eram acusados dos mais bizarros crimes, como roubos de hostias e rituais macabros envolvendo crianças recem nascidas. Até que eles foram expulsos da cidade e durante a destruição da Sinagoga, um pedreiro cristão se feriu gravimente mas, após alguns dias, ele estava completamente curado.

Foi uma comoção, mandaram erguer um templo em homenagem a Virgem Maria no local e este virou centro de perigrinação até hoje. O pedreiro? Morreu dias depois, dizem as más linguas, devido aos ferimentos supostamente curados...

Photobucket
Foto da Steinerne Brücke (Ponte de Pedra), ponte tão monumental para a época que foi construida que os cidadões acreditavam que apenas o Diabo teria o poder para fazer tal feito, e que ele cobraria a alma de quem se aventurasse a atravessa-la.

Photobucket
Foto da Steinerne Brücke (Ponte de Pedra), com a Catedral de São Pedro ao fundo

Photobucket
Foto do Rio Danubio (lembram, Danibio Azul?)

Photobucket
Foto de uma rua de Regensburgo

Photobucket
Foto da Goliath-Haus (Casa de Golias - lembra da história de Golias e Davi?)

Photobucket
Placa presente em um das paredes da Goliath-Haus (como é duro ser baixinho)

Photobucket
Mesma placa, agora depois que todo mundo foi embora.

Photobucket
Agora sim: "Oskar Schindler salvou durante o Terror Nacional-Socialista cerca de 1200 judeus da morte certa. Em Novembro de 1945 até Maio de 1950 eu viveu em Regensburgo, primeiramente nessa propriedade, depois em uma antiga casa na rua Nürnberger, número 25. Dedicado no ano de 1995 pela cidade de Regensburgo" - será que lembrariam dele se o Spielberg decidisse fazer um novo Indiana Jones ao invés do laureado "A Lista de Schindler"?

Photobucket
Foto de uma das muitas ruas estreitas de Regensburgo

Photobucket
Ahn? Deja vú?

Photobucket
Prédio ao lado da Antiga Prefeitura de Regensburgo

Photobucket
Foto da Antiga Prefeitura de Regensburgo

Photobucket
Foto Tremida da Estatua de Don Juan

Photobucket
Foto da Antiga Prefeitura de Regensburgo

Photobucket
Err... Como eu não sei o nome... Eu lhe batizo de Torre do Relogio

Photobucket
Mais uma rua estreita em Regensburgo

Photobucket
Uma das muitas Casas-Torres da cidade. O objetivo dos mercadores com essas casas era poder avistar o momento que suas cargas chegavam pelo Danubio

Photobucket
Há! Leia essa: "Essa casa era a moradia de Ulrich Schmidl von Straubing, um dos descobridores do Brasil e um dos fundadores de Buenos Aires" (o "um dos" foi por minha conta)

Photobucket
Foto da suposta casa do suposto descobridor do Brasil

Photobucket
Foto da Neupfarrkirche, igreja protestante cosntruida sob uma antiga comunidade judia

Photobucket
Outra foto da Neupfarrkirche

Photobucket
Foto da Catedral de São Pedro, tão gigantesca que é virtualmente impossivel enquadrar ela direito na foto

Photobucket
Outra foto da Catedral de São Pedro

Photobucket
Outra foto da Catedral de São Pedro

Photobucket
Outra foto da Catedral de São Pedro

Photobucket
Detalhe para um grupo de pessoas adorando um cordeiro (judeus). Homenagem involuntária ou puro sarcasmo?

Photobucket
Detalhe da Baumberger Turm (Torre de Baumberger), em foto tremidissima

Photobucket
Nova tentativa, novo fracasso

Photobucket
Torre ao lado do portão de entrada de Regensburgo, acesso para a Ponte de Pedra

Photobucket
Portão de entrada de Regensburgo

Photobucket
Novamente o portão de entrada de Regensburgo

Photobucket
Novamente o portão de entrada de Regensburgo, tirada da Ponte de Pedra

Photobucket
Por acaso eu mostrei alguma foto do portão de entrada de Regensburgo?

Photobucket
Ultima vista para a cidade de Regensburgo

Photobucket
E finalmente uma foto inteira da Catedral de São Pedro

Photobucket
Garoto de Pedra, simbolo dos direitos civis, liberdade municipal e independencia da tutela do Bispo

Photobucket
Foto de uma paisagem, denotando a chegada do Outono Europeu

Photobucket
Foto de uma paisagem, denotando a chegada do Outono Europeu

Voltamos para o onibus e seguimos viagem. Dessa vez, o destino era Dachau. Dachau entrou para a história de forma infeliz, graças a um campo de concentração construida em um antigo galpão de polvora pela SS durante a Segunda Guerra. Não confunda com campo de exterminio, como o de Auschwitz na Polonia. Em campos de concentrações, inimigos do regime nazista (judeus, negros, homosexuais, oposição politica) eram enviados para realizarem trabalhos forçados. Não que no final fizesse muita diferença, pois devido as condições extremamente precarias a quais eram submetidos os prisioneiros, estes acabavam morrendo.

A primeira coisa que se pensa quando se comenta que irá visitar algo semelhante é que devido a história do lugar, você vá sentir a angustia no ar ou um clima pesado. Sinceramente não foi o caso. Hoje esse campo de concentração é um memorial bem organizado, e por mais que eu saiba quanta gente morreu ali de fome, doença ou até mesmo pelos soldados nazista, não senti que estava andando em algum açougue macabro como fazem parecer.

O primeiro predio do memorial possibilita ao visitante alugar um equipamento que vai contando a história do lugar enquanto você anda. Como eu não pretendia ser distraido tentando traduzir o audio, passei direto.

Photobucket
Entrada do Memorial de Dachau

Photobucket
Entrada do campo de concentração

Logo na entrada, uma curiosidade. Lorenz Diefenbach, um alemão decendente de judeus, escrito famoso, cunhou a famosa frase "Arbeit Macht Frei": o trabalho liberta. Algo que sinceramente eu tambem acredito. E que frase seria mais apropriada para o Exercito Nazista colocar no portão de um campo de concentração, aonde todos que entravam praticamente sabiam que iriam trabalhar até a morte?

Photobucket
Foto do portão de entrada: "Arbeit Macht Frei"

Photobucket
Foto do portão de entrada: "Arbeit Macht Frei"

Photobucket
Braço esquerdo do prédio da Administração, hoje um Museu

Photobucket
Patio e prédios dos alojamentos. Nesse espaço os prisioneiros eram contados todos os dias

Photobucket
Ala central do prédio da Administração, hoje um Museu

Photobucket
Uma das centenas de murais informativos sobre o Campo, Nazistas e eventos da epoca, que fica dentro do museu

Photobucket
Uma das centenas de murais informativos sobre o Campo, Nazistas e eventos da epoca, que fica dentro do museu

Photobucket
Tentativa de fotografar a foto de uma vestimenta de um prisioneiro comunista

Photobucket
Armário com um fardamento para prisioneiro

Photobucket
Homenagens vindo de todos os cantos do mundo aos mortos no campo

Photobucket
Nova vista da ala central do predio da Administração

Photobucket
Posto de Observação (guarita)

Photobucket
Um dos predios que reconstruiram para mostra o alojamento dos prisioneiros.

Photobucket
Foto das camas dos prisioneiros

Photobucket
Foto dos armários individuais dos prisioneiros (eu nem sabia que eles tinham isso)

Photobucket
Ótimo... O tapado aqui tirou uma foto do chão

Photobucket
Lavatórios

Photobucket
Quadro de controle de prisioneiros por ala

Photobucket
Vista do predio da Administração, visto dos alojamentos

Photobucket
Todos os alojamentos restantes foram destruidos, e seus lugares são representados pelos muros no chão

Photobucket
Todos os alojamentos restantes foram destruidos, e seus lugares são representados pelos muros no chão

Photobucket
Corredor do campo de concentração. Imaginem varios pavilhos de dormitorios como o primeiro

Photobucket
Corredor do campo de concentração. Imaginem varios pavilhos de dormitorios como o primeiro

Photobucket
Número que identifica o pavilhão que estava construido ali

Photobucket
Igreja Carmelita

Photobucket
Foto do campo de concentração visto da Igreja Carmelita. Vale lembrar que muitos religiosos católicos foram mandados para Dachau.

Photobucket
Memorial Judeu

Photobucket
Vista interna do memorial

Photobucket
Nova foto do campo de concentração visto do Memorial Judeu

Photobucket
Acho que a placa meio que fala por si.

Photobucket
Prédio do Crematório

Photobucket
Camera de Desinfecção - nome bonito para camera de gás individual

Photobucket
Foto interna da Camera de Desinfecção

Photobucket
Foto da Camera de gás, ou "Chuveiros", para quem tivesse o azar de precisar de uma ducha (aonde eu ligo o maldito flash?)

Photobucket
Ah, o Flash!! Foto anterior com flash!

Photobucket
Foto dos fornos do crematório

Photobucket
Foto dos fornos do crematório

Photobucket
Foto dos fornos do crematório

Photobucket
"Para horar os mortos, para lembrar os vivos"

Saimos do campo de concentração e fomos almoçar. Não tinha muita coisa por perto, então fomos comer uma pizza em uma lanchonete na região. Era uma lanchonete pequena, conduzida por um casal asiatico (não vou cometer o crime de tentar descobrir de onde eles eram) e sua filhinha, que ia ajudando a limpar as mesas. Certo momento, um dos turistas, com sotaque gaucho e voz alta exclamou para a menina: "Você é muito nova para estar trabalhando!!!". Assim mesmo, em portugues. Esse era um defeito dele. Ele achava que, falando alto, mesmo que em uma ligua diferente, os outros entenderiam ele. A menina olhava para os pais desesperada e olhava para o estranho (claro, imaginando que ele tinha dado uma senhora bronca pelo tom de voz que usou). Foi quando eu entrei e falei para os pais delas que o senhor era brasileiro, não sabia alemão e que tinha a mania de achar que todos no mundo sabiam portugues. E que ele tinha falado que a menina era muito novinha para estar trabalhando. O pai abriu um sorriso e perguntou se eu era brasileiro tambem, mas a mulher, ainda emburrada, me empurrou o troco, como se querendo livrar de um problema. Não tenho a menor ideia do motivo que faz com que o brasileiro seja tão despresado lá fora...

Já estavamos pertinho de Munique. Ao caminho do hotel, tirei mais algumas fotos da janela do onibus:

Photobucket
Foto do Allianz Arena, estadio contruido para a Copa do Mundo de 2006

Photobucket
Foto do Allianz Arena, estadio contruido para a Copa do Mundo de 2006

Photobucket
Foto do Allianz Arena, estadio contruido para a Copa do Mundo de 2006

Chegamos ao Hotel (para variar, um hotel lindo e luxuoso, acho que vou passar o restante de minha vida e todas as consequentes reencarnações sem pisar novamente em um hotel como aquele), descarregamos as malas e fomos para o quarto. Só que dessa vez saimos pois tinhas Munique para conhecer.

Descemos em frente ao teatro Nacional e fomos correndo dar uma volta pelo centro antigo de Munique.

Photobucket
Foto tremida da Max Joseph Platz Haus (não é facil ficar correndo atras de uma guia turistica)

Photobucket
Foto da Hofbräuhaus, a cervejaria mais famosa de Munique

O Hofbräuhaus foi fundada por um duque em 1589 para padronizar as receitas de cervejas da região e só em 1829 a cervejaria foi aberta para o publico.

Em termos de cardapio, comidas tipicas bavaras, como carne de porco e varios tipos de salsichas. E cerveja, muita cerveja, servidas em canecos de 1 litro conhecido como Mass.

A cervejaria possui jardins aonde é possivel tomar sua cerveja a sombra de uma arvore, e capacidade para mais de 1000 pessoas. O interior é lindamente decorada e uma banda de metais toca musicas tipicas o tempo todo. Lindas garçonetes desfilam pelos corredores carregando 8 a 10 canecas de cervejas e algumas passam vendendo Pretzel.

Mas, claro, precisariamos visitar o restante da cidade antes de ficar bebados, então prosseguimos...

Photobucket
Rua em frente a Hofbräuhaus

Photobucket
Fachada da Hofbräuhaus

Photobucket
Fachada da Hofbräuhaus

Photobucket
Foto da Isartor, construido por Ludovico, o Bavaro, em 1337 como parte das fortificações da cidade antiga de Munique

Photobucket
Foto da Igreja antiga de São Pedro, ou Alter Peter Kirche

Photobucket
Foto da Heiliggeistkirche, ou Igreja do Espirito Santo.

Photobucket
Foto da Altes Rathaus, ou antiga prefeitura da cidade

Photobucket
E a Neues Rathaus, a nova (relativamente falando) prefeitura da cidade

Photobucket
Parte do prédio da Neues Rathaus

Photobucket
Neues Rathaus (não vou ficar repitindo que é a nova prefeitura)

Photobucket
Neues Rathaus

Photobucket
Altes Rathaus (voltando para a Antiga Prefeitura)

Photobucket
Neues Rathaus nur Einmal!

Photobucket
Ala direita Neues Rathaus novamente

Photobucket
And again...

Photobucket
Se o local se chama Marienplatz, suponho que essa seja a Maria

Photobucket
Neues Rathaus again

Photobucket
Ah! Destaque para o Rathaus-Glockenspiel, um carrilhão com figuras animadas

Photobucket
Foto da Frauenkirche, com capacidade para 20 mil pessoas (ou seja, maior do que o estádio da fazendinha)

Photobucket
Foto da porta principal da Frauenkirche

Photobucket
Tentativa de se fotografar uma das torres da Frauenkirche de perto. Fracasso

Photobucket
Tentativa de se fotografar as duas torres da Frauenkirche. Fracasso again

A igreja é maravilhosa, tanto por fora quanto por dentro. Claro que eu não poderia fotografar lá dentro, principalmente porque estavam no meio de uma celebração e acho que um turista fotografando não seria bem vindo...

Estavamos cansados, mas ainda animados para tomar uma cervejinha (figurativamente falando). Voltamos correndo para o HB e pedimos uma Mass e algo para comer.

Photobucket
Prost!!!

Photobucket
Prost!!!

Photobucket
And Prost again

Photobucket
Não deve ser facil aturar gente bebada

Voltamos para o hotel, tomei um relaxante banho (do qual eu quase relaxei pela ultima vez) e fui dormir. A viagem está chegando ao fim. No dia seguinte, estariamos voltando para Frankfurt.

08 - Oitavo dia: De Munique a Frankfurt

Sabiamos que esse seria a ultima oportunidade de conhecer cidades novas. Eu não estava triste, pois sabia que esse momento iria chegar e que o melhor a fazer era tentar aproveitar o máximo possivel. Mesmo cerimonia, acordar cedo, cafe, etc... E estavamos no onibus... Dessa vez, de volta para Frankfurt.

Photobucket
De saida de Munique, uma foto de dentro do onibus do Olympiapark, construido para sediar os Jogos Olimpicos de 1972

Photobucket
Foto de dentro do onibus do Olympiapark

Photobucket
Foto de dentro do onibus do Olympiapark

Photobucket
Foto de dentro do onibus do Olympiapark

Mas tinhamos um dia inteiro ainda pela frente e muita coisa bacana para ver... Nossa primeira parada foi para ver o castelo Neuschwanstein, ou Novo Cisne de Pedra.

Esse castelo foi construido pelo Luís II da Baviera para o seu amigo, o compositor Richard Wagner. O castelo é tão magnifico que serviu de inspiração para Walt Disney quando este desenho o castelo de Cinderela entre outras lembranças. Detalhe, o rei foi declarado insano e passou um bom tempo preso no castelo. Morreu sob circunstancias estranhas, afogado em um lago junto do médico que o declarou insano.

Photobucket
Foto do castelo visto do parque

Photobucket
Isso vai começar a ficar meio repetitivo, mas foto do castelo de Neuschwanstein

Photobucket
Foto das montanhas ao redor

Photobucket
Mais foto do castelo de Neuschwanstein

Photobucket
E mais foto do castelo de Neuschwanstein

Photobucket
Casa no estilo Eixamel no parque

Photobucket
Foto do castelo vizinho Hohenschwangau, na montanha ao lado.

Photobucket
Mais foto do castelo de Neuschwanstein, bem ao fundo

Photobucket
Nova foto do castelo Hohenschwangau.

Photobucket
Como estavamos na fila para pegar o onibus para subir o morro, nada melhor do que tirar mais uma foto do castelo de Neuschwanstein

Photobucket
Foto de um hotel, a Villa Jägerhaus

Pegamos o onibus e subimos a montanha em um zig zag de deixar tonto. Volta e meia a vegetação abria e dava para ver a vista lá de baixo, cuminando com o "AHHHHH" da turma que tinha a oportunidade de ver. Descemos do onibus e primeiramente fomos visitar a Marienbrücke (Ponte de Maria) em homenagem a Maria da Prussia. Realmente a vista de lá é linda.

Photobucket
Foto do castelo de Neuschwanstein vista da Marienbrücke

Photobucket
Nova foto do castelo de Neuschwanstein vista da Marienbrücke

Photobucket
E mais uma foto do castelo de Neuschwanstein vista da Marienbrücke

Photobucket
E mais uma foto do castelo de Neuschwanstein vista da Marienbrücke

Photobucket
Foto das montanhas ao redor

Photobucket
E mais uma foto do castelo de Neuschwanstein, dessa vez comigo na frente

Photobucket
Foto da cidade ao redor, com o castelo de Neuschwanstein ao lado

Photobucket
Foto da cidade ao redor, com destaque para a Schwansee (Lago do Cisne)

Photobucket
Foto do pessoal se retirando da Marienbrücke

Photobucket
Foto do penhasco abaixo da Marienbrücke

Photobucket
Foto da area ao redor do castelo de Neuschwanstein, vista da Marienbrücke

Photobucket
Foto esquematica da Marienbrücke

Photobucket
Foto de uma placa indicativa da região, me lembrou muito aqueles mapas de RPG

Photobucket
Foto da região, visto lá de cima

Photobucket
Foto da região, visto lá de cima

Photobucket
Foto do castelo de Neuschwanstein

Photobucket
Foto do castelo de Neuschwanstein

Photobucket
Foto da região

Photobucket
Foto do caminho que leva até o castelo de Neuschwanstein

Photobucket
Eu e minhas tentativas de fotografar um monumento de perto... Foto de uma das torres do castelo de Neuschwanstein

Photobucket
Foto da outra torre do castelo de Neuschwanstein

Photobucket
E mais uma torre

Photobucket
Foto da montanha ao lado enquanto nos dirigiamos até o portão do castelo

Photobucket
Foto da região ao lado enquanto nos dirigiamos até o portão do castelo

Photobucket
Foto da região ao lado enquanto nos dirigiamos até o portão do castelo

Photobucket
Foto da região ao lado enquanto nos dirigiamos até o portão do castelo

Photobucket
Foto do portão principal do castelo

Photobucket
Foto do castelo de dentro do patio central

Bem, existem visitas monitoradas ao castelo, mas como vocês já devem prever, não é permitido tirar fotos lá de dentro. OK, descemos novamente a montanha, fomos tomar um cafezinho enquanto esperavamos pelo resto da turma.

Photobucket
Foto do castelo novamente tirada lá de baixo

De volta ao onibus, voltamos ao nosso caminho em direção a Frankfurt. Aproveitamos para almoçar em alguma parada na estrada. De dentro do onibus não se tinha muita coisa interessante para fazer, a não ser tentar tirar algumas fotos:

Photobucket
Foto tirada de dentro do onibus

Photobucket
Foto tirada de dentro do onibus

Photobucket
Foto tirada de dentro do onibus

Photobucket
Foto tirada de dentro do onibus

Photobucket
Foto tirada de dentro do onibus

Photobucket
Foto tirada de dentro do onibus

Photobucket
Foto tirada de dentro do onibus

Photobucket
Foto tirada de dentro do onibus

Photobucket
Foto tirada de dentro do onibus

Photobucket
Foto tirada de dentro do onibus

Photobucket
Foto tirada de dentro do onibus

Photobucket
Foto tirada de dentro do onibus - como diria a Isabel: Mira las vaquitas! Que bueno!

Photobucket
Foto tirada de dentro do onibus

Nesse momento, o tédio estava me matando, então resolvi testar a função video de minha camera. Fiz 4 videozinhos curtos do que dava para ver da janela e aqui estão eles.

Detalhe, no final eu cortei bem no momento que a guia iria falar que era o alemão famoso que tinha nascido em Ulm. Desculpem. É Albert Einstein.


Photobucket
Foto tirada de dentro do onibus

Photobucket
Foto tirada de dentro do onibus

Photobucket
Foto tirada de dentro do onibus

Photobucket
Foto tirada de dentro do onibus

Photobucket
Foto tirada de dentro do onibus

Photobucket
Foto tirada de dentro do onibus

Photobucket
Foto tirada de dentro do onibus

Photobucket
Foto tirada de dentro do onibus

Photobucket
Foto tirada de dentro do onibus

Finalmente chegamos em nossa ultima para antes de Frankfurt: Rothenburg ob der Tauber. O principal atrativo dessa cidade é que ela possui um clima medieval, pois conseguiu preservar praticamente toda a muralha que a cerca. O clima medieval é tão notavel que Walt Disney se inspirou em Rothenburg para desenhar a vila aonde Gepeto vivia, em seu desenho Pinnoquio.

Photobucket
Estamos chegando a Rothenburg

Photobucket
Já é possivel ver as torres de Rothenburg ao fundo

Photobucket
Já é possivel ver as torres de Rothenburg ao fundo

Photobucket
Já é possivel ver as muralhas de Rothenburg

Photobucket
Finalmente fora do onibus, uma das torres de vigia da muralha da cidade de Rothenburg

Uma das histórias interessantes sobre Rothenburg é que certa vez, em 1600 e poucos, a cidade estava sendo invadida pelo general Tilly. Devido a indesejavel resistencia do local, ao fim da invasão, Tilly decidiu destruir totalmente a cidade. Mas não antes de molhar a garganta. Vinho vai, vinho vem, finalmente Tilly decidiu que, se alguem conseguisse esvaziar um Humpen (caneca de 3 litros e meio) de vinho em um unico gole, ele pouparia a cidade da destruição. O ex-prefeito Nusch aceitou o desafio e após 10 minutos, conseguiu esvaziar a caneca. Tilly cumpriu a promessa, Nusch passou 3 dias em um "semi" coma alcoolico e viveu até os 80 anos. E hoje esse feito é lembrado e considerado como Meistertrunk.

Photobucket
Foto da muralha da cidade de Rothenburg

Photobucket
Foto de uma das entradas a cidade de Rothenburg

Photobucket
Vista interna da muralha de Rothenburg

Photobucket
Acesso a via principal

Photobucket
Através desse portão medieval chamada Siebersturm, teremos acesso ao Plönlein, praça triangular famosa de Rothenburg

Photobucket
Destaque para uma das torres da muralha

Photobucket
Fotos de algumas casas da região

Photobucket
Fotos de algumas casas da região

Photobucket
Fotos de algumas casas da região

Photobucket
Fotos de algumas casas da região

Photobucket
Fotos de algumas casas da região

Photobucket
Alguns comércios necessitam de placas indicativas na porta da mesma forma que usavam na época medieval. Como naquela epoca, ler era um privilegio, existiam placas com figuras para identificar o estabelecimento, como no caso, a Rosa Dourada, para quem não soubesse ler

Photobucket
Portão Medieval Siebersturm

Photobucket
Novamente Siebersturm

Photobucket
Foto da região

Photobucket
Landwehr-Bräu am Turm - barzinho famoso em Rothenburg

Photobucket
Rua em Rothemburg

Photobucket
Rua em Rothemburg

Photobucket
Rua em Rothemburg - Notem as placas dos estabelecimentos. A primeira é a loja "O São Paulino Dourado" (não resisti a piada)

Photobucket
Foto da Plönlein, em Rothemburg

Photobucket
Foto do Comércio na Região

Photobucket
Na verdade, "O São Paulino Dourado" é um hotel

Photobucket
Foto do Comércio na Região

Photobucket
Foto de um Restaurante

Photobucket
Foto do Comércio na Região

Photobucket
Acesso ao Kriminalmuseum, ou Museu Criminal, com centenas de equipamentos de torturas

Photobucket
Acesso ao Kriminalmuseum

Photobucket
Essa jaula era usada quando um comerciante roubava no peso de algum item. Ele era colocado ai dentro e pendurado por alguns dias em praça publica. E hoje eles reclamam quando são multados...

Photobucket
Aposto que todo mundo já viu esse equipamento em uso em algum filme ou desenho na TV

Photobucket
Foto tremida de uma versão antiga do nosso Camburão

Photobucket
Foto do Restaurante Baumeisterhaus

Photobucket
Foto da prefeitura de Rothenburg

Photobucket
Foto da Ratsherrentrinkstube, ou a taverna aonde o conselho municipal se reunia

Photobucket
Foto da Fonte de São Jorge (timão E-O)

Photobucket
Close no São Jorge

Photobucket
Nova foto da Fonte de São Jorge

Descemos novamente em direção a entrada da muralha, fizemos algumas compras (eu comprei uma Sneeball, um confeito de massa folhada coberta de chocolate) para levar para o hotel e voltamos ao onibus. E tome mais fotos da paisagem...

Photobucket
Mais foto do onibus.

Photobucket
Mais foto do onibus.

Photobucket
Mais foto do onibus.

Photobucket
Mais foto do onibus.

Photobucket
Mais foto do onibus.

Photobucket
Mais foto do onibus.

Photobucket
Mais foto do onibus.

Photobucket
Mais foto do onibus.

Photobucket
Mais foto do onibus.

Photobucket
Mais foto do onibus.

Fiz tambem alguns videos, mas esse vou precisar primeiramente carregar no site Photobucket... Assim que eu conseguir, pois são grandinhos, eu posto aqui... Mas nada tem de interessante. Apenas paisagens...

E foi assim, nos despedimos da Isabel, pois ela continuaria a viagem. Ela nos deixou um questionario para responder e que teriamos que entregar para ela. Subimos para o quarto no hotel de Frankfurt. Amanhã, retorno para o Brasil

09 - Nono dia: De Frankfurt a São Paulo

Acordei no meu ultimo dia em solo germanico desesperado para entregar o questionario para a Isabel. Desci, deixei o questionario na recepção e fui tomar café. Não com uma ponta de inveja observei a nova turma de turistas, que apartir daquele momento estaria conhecendo a Alemanha.

Voltei para o quarto. Sete horas da manhã... O que fazer até o meio dia, quando expira a diaria do hotel? Bem, o melhor a fazer é dar uma volta por Frankfurt. Afinal de contas, não tive a oportunidade de conhecer ainda essa cidade. Sai do hotel a procura do melhor ponto de identificação para o caso de eu me perder. Ah, o hotel fica ao lado de um edificio com uma piramede no topo. Impossivel de me perder.

Photobucket
Meu ponto de referencia em minha aventura por Frankfurt

Photobucket
Vista do quarto do hotel

Andar por Frankfurt é como andar por São Paulo. Centenas de edificios, pessoas engravatadas indo trabalhar. Eu fui, andando pela cidade, visitei o antigo edificio de Opera (Alte Oper) e a casa de Goethe (Goethehaus), alguns parques e até um engraçado monumento: Uma gravata de ponta cabeça. Só que é bem diferente do que andar com um grupo turistico. Em turma, meio que você tem um salvo conduto para fotografar os lugares. Sozinho é estranho, dá receio. Preferi deixar minha camera no bolso.

Lá para onze da manhã resolvi voltar para o Hotel. E como eu faço? Lembro que tinha um edificio com piramede, mas acho que ele ficava no horizonte, longe do hotel... Que droga, estava perdido...

Tentei refazer o caminho por onde vim e por mais eu andasse, mas perdido ficava. Até que em um momento resolvi pegar um Taxi. O taxista não ficou muito feliz em saber que eu desejava ir para o Movenpick Hotel e esmurrava o volante e bufava todo momento. No final, depois de uns 20 minutos, eu estava novamente no hotel. A corrida foi curtissima e acho que era por isso que ele estava nervoso. Perdeu a chance de pegar alguem com uma corrida maior...

De volta ao hotel, fui para meu quarto pegar minhas coisas. Em 10 minutos no quarto, duas vezes os empregados do hotel foram lá para limpar o quarto para o proximo visitante. Estavam quase me espulsando no quarto, mas sempre pediam desculpas e fechavam a porta.

Desci, fiz o check out e fiquei com a turma. Cansamos de esperar no saguão do hotel e resolvemos ir almoçar. Enquanto andavamos pelas ruas de Frankfurt, viaturas de policias e helicopteros sobrevoavam a cidade. Por que será? (depois descobri que era o primeiro dia da Feira do Livro de Frankfurt, a maior do genero no mundo, e que muitos chefes de estado estavam lá).

Almoçamos em um restaurante italiano (otima lasanha), tomamos um sorvete e voltamos para o hotel. A van que iria nos buscar chegaria apenas as oito da noite, então foi uma longa espera, ainda mais devido ao fato que ela se atrasou devido ao transito provocado pela feira.

Finalmente chegou a primeira van, mas como era de se esperar, não caberia todo mundo ali. A segunda van era menor, então a ideia era ir colocando as malas do pessoal que iria na seguna vã dentro da primeira. Mas claro, o pessoal não queria se separar da mala. Finalmente chegou a segunda van e fomos embora. Supresa! Era o mesmo pessoal que tinha vindo nos buscar no aeroporto quando descemos em Frankfurt!

Fui conversando com o motorista enquanto ajudava ele a descobrir em qual portão iriamos embarcar. Descemos e como tinhamos imaginado, um dos casais acabou esquecendo uma mala no hotel. Imagina a confusão que eles iriam passar apartir dali.

De resto foi tudo em paz. Fizemos o check in no aeroporto, passamos pelo Raio X, passamos correndo pelo Free Shop e ficamos conversando no saguão de embarque. No avião, os filmes eram praticamente os mesmos, mas eu não estava me importando muito.

Chegamos no Brasil as 6 horas e poucos. Desci e para não atrapalhar o desembarque, fui embora. Mas eu não poderia ir embora sem me despedir do pessoal que compartilhou comigo essa viagem, então retirei minha mala e fiquei esperando o pessoal descer.

Comprei mais alguns cacarecos no Free Shop e passei pela alfandega (estava tremendo de medo, não por ter comprado algo que não tinha declarado, mas porque eu sempre tenho medo do que eu não conheço direito). Passei liso, mas o cara que estava em minha frente com duas malas maiores do que ele foi barrado.

Ao sair do aeroporto, lá estavam minha mãe e meu tio para me receber.

Foi uma viagem fantastica e que espero alguma vez na vida realizar. Valeu cada centavo gasto e se eu tivesse ideia de como seria, teria aproveitado ainda mais. Mas nada nesse mundo tem um fim, então já estou me preparando para a próxima viagem, que eu não sei quando será nem para onde, mas que certamente irei.