Bem, na festa de final de ano da empresa aonde eu trabalho foi sorteada uma viagem de dois dias a um dos seguintes destinos: Santiago ou Buenos Aires. Você acreditaria se lhe dissesse que eu ganhei? Pois é, eu que nunca tinha saido das fronteiras de minha cidade, em menos de seis meses teria conhecido a Alemanha e agora uma cidade da America do Sul.
Depois de muito refletir, resolvi ir visitar a cidade de Santiago. Veja na materia como foi essa viagem:

Começando a história do começo... Na festa de final de ano ganhei uma viagem de ida e volta com acompanhante, mais duas diarias de Hotel, para uma cidade a escolher: Santiago e Buenos Aires. Escolhido o destino (Santiago), faltava escolher quem iria comigo.
Resolvi chamar uma amiga da época do SENAC. A Marina é uma das poucas pessoas com quem vivo conversando sobre viagens ao exterior e embora Santiago não seja a Irlanda, nem New Orleans e muito menos a cidade do México, achei que ela gostaria de conhecer Santiago. Na verdade, chamei ela tambem porque achava que ela soubesse espanhol, mas nem foi necessário que falassemos algo nessa lingua tão facil de se entender e tão dificil de dominar.
Saimos sábado de madrugada de casa em direção ao Aeroporto Internacional Franco Montoro, em Guarulhos. Dessa vez, o voo era de sabado de manhã, as oito horas, e como é necessário estar no aeroporto com duas horas de antecendencia, mais o medo de perder a hora, eu resolvi que não iria dormir aquela noite. Para ser sincero não fez muita falta, mas volta e meia, quando eu parava em algum canto, eu cochilava.
Procedimentos normais: despachar bagagem, raio X, passar no Duty Free (e sair correndo, pois a Marina encontrou um vidro de perfume quebrado e ficamos com medo de ter que pagar) e pegamos o avião da LAN, rumo a Santiago.
Juro que foi uma diferença gritante. Estava acostumado com os aviões da TAM (que piada, só utilizei aviões duas vezes antes na vida), e lá estava nós, em um avião minusculo. Sinceramente já vi onibus executivos com maior espaço interno. Felizmente não tinha ninguem no terceiro banco, dando assim para a Marina esticar as pernas.
Outra diferença era acompanhar pela janela a viagem. Durante a minha viagem para a Alemanha não dava para ver nada alem do céu azul, nessa dava para ver o continente, os vilarejos e cidades por onde o avião passava. Resolvi dormir um pouco e aproveitar essas 3 horas de viagem compensando a noite não dormida.
De repente, a Marina me acorda para mostrar os Andes de cima! Realmente é muito bacana! Pena não ter dado para ver muito, pois conforme o avião ia subindo, as nuvens iam cobrindo a vista. Mas os Andes são realmente de tirar o folego.
De qualquer forma, 3 horas e pouco depois lá estavamos nós, descendo em território chileno. Pegamos nossas bagagens e fomos comprar Pesos Chilenos. Meu Deus! Como o peso chileno é desvalorizado! Cada 3 ou 4 reais dava para comprar 1000 pesos! E isso porque estavamos na casa de cambio do aeroporto, que geralmente cobra uma taxa a mais.
Mais alguns minutos (e muitos taxistas oferecendo serviço) depois, estavamos em direção do Hotel Director. Primeiramente, a impressão que Santiago passava era que estavamos em São Paulo. Tirando o aeroporto, que era muito mais moderno do que o nosso de Guarulhos, a cidade passava a impressão de que não tinhamos saido do país.

Chegamos ao hotel antes do horario, o que nos obrigou a dar uma volta pela redondeza. Saimos do Hotel, pegamos a rua Carmencita aonde ficava o hotel, passamos na frente de algumas embaixadas (se eu não me engano, a da França e da Arabia Saudita, mas posso muito bem estar enganado) e fomos até a Plaza Perú. De lá, pegamos a Don Carlos, demos uma volta no quarteirão e caimos na Av. Apoquindo, a principal avenida da região. Demos de cara com uma estação do metro (que visitamos varias vezes nessas poucas 48 horas que ficamos por lá) e um Subway.
Voltamos ao hotel e fomos para o nosso quarto. Deixamos nossas coisas e nos arrumamos para ir visitar o centro antigo da cidade. Antes, passamos no Subway para "almoçar" e em seguida, descemos até a estação El Golf do metro. Sinceramente gostei do metro de Santiago. Apesar dos trens serem bem menores do que os de São Paulo, parecem mais modernos e simpaticos. Sem contar que a malha metroviaria parece ser muito maior do que a de nossa cidade. Mas alguns minutos depois, estaria nós descendo na estação La Moneda, no centro histórico e rumamos em direção do Palacio La Moneda.

Um pouquinho de história. Esse palacio tem esse nome, obvio, porque foi planejado para sediar a Casa da Moeda, ainda quando o Chile era um território pertencente a Espanha. E foi utilizado para isso até 1845, quando virou sede do governo do Chile e residencia dos presidentes. Foi seriamente danificada durante o golpe de estado de 1973, reconstruido e inaugurado por Pinochet.
Chega... Passamos pelo Palacio La Moneda achando que ele fosse um museu. Na parte de tras do museu, digo, Palacio, existe uma praça bem arborizada, com estatuas dos principais presidentes chilenos, com destaque para Salvador Allende, presidente morto durante o golpe de 1973.
Praça localizada atrás do Palacio La Moneda (chamada Plaza de La Constitucion)
Eu, em mais uma das minhas não fotogenicas poses
Palacio La Moneda
A Marina dando uma pausa. Ainda iriamos andar bantante essa tarde
Vista da ala Leste da Praça
Marina e seu novo amigo posando para uma foto
Infelizmente o rapaz era muito timido
Bem, nesse momento, acabou as pilhas da minha camera fotografica! Eu, como prevenido que sou, rapidamente troquei as pilhas da camera. Sempre ando com pilhas reserva na minha bolsa. E para minha supresa, elas estavam descarregadas! Como tambem estavam todas as outras pilhas que eu tinha comigo!!! Que droga. Então a viagem apartir daqui fica sem fotos, apenas aguardando a Marina revelar as fotos dela para que eu possa complementar o post.
Continuamos andando pelo centro velho, passamos pelo Palacio de Los Tribunales de Justicia, Bolsa de Comércio, prédio aonde era o Congresso Nacional e chegamos até a Plaza de Armas.

A Plaza das Armas é o marco central de Santiago (e de todo o Chile). E como se é de esperar, varias contruções importantes a cerca. Entre elas, a Catedral Metropolitana, o Museu Histórico Nacional, o Museu de Santiago e a Prefeitura. Como toda praça central de uma grande cidade, estava apinhada de gente. Demos um pulinho em uma sorveteria para nos abastecer de agua e aproveitamos para tomar sorvete. E finalmente encontrei algum lugar aberto que vendia pilhas para minha camera! O duro foi fazer o lojista entender que queriamos pilhas, acho que deve existir algum outro vocabulo na lingua espalhola para isso. Não teriamos apartir dali mais problemas com pilhas, já que o pacote que eu comprei devia ter, no minimo, umas 30 delas...
Descemos pela Passeo Ahumada, em busca dos tais museus (o Historico Nacional e o de Santiago). O leitor mais atento irá perceber que ambos ficam na praça que acabamos de passar. Mas não era o que dizia o nosso guia de bolso (Bagagem de Mão: Santiago de A a Z - Chile). Um otimo guia, apesar disso. Rodamos, rodamos e rodamos pelo centro de Santiago. As ruas do centro lembravam muito as do centro de São Paulo, exceto por não ter camelos empurrando DVDs piratas.
Passeio pelo Passeo
Uma pequena fonte
Bem, e andando pelas ruas cheias de pedestres de Santiago, nos deparamos com um curioso grupo de jovens segurando placas "Abraços Gratis". É claro que, de graça, até mal olhado, a Marina foi correndo para abraçar o pessoal. Mais uma foto que estou devendo, já que pertence ao conjunto de fotos da Marina.
Bolsa de Comércio
Andando pelas lojas, encontrei duas lojas que me chamaram atenção. As duas vendendo produtos oficiais da WWE. Na primeira, era possivel encontrar DVDs dos Pay Per View do ano passado, e na outra era possivel encontrar de tudo. Bonecos, camisetas, bones, DVDs, tudo. Pena que a luta livre não faça tanto sucesso por essas bandas.
De volta a Plaza das Armas, com a Catedral ao fundo
Pois é, procurando os tais museus, estavamos nós novamente na Plaza. Desta vez eu estava munido de pilhas novas e uma camera positivo operante. E finalmente encontramos os museus!
Foto da Ilustre Municipalidad de Santiago - uma especie de prefeitura
Digo eu uma especie de prefeitura, pois não sei se já comentei, Santiago é dividida em varias comunas, cada um com sua administração própria. E se eu não me engano, todos os administradores das comunas são eleitos pelo voto direto. Seria como se os administradores regionais de São Paulo fosse eleito pelo voto direto, ao invés de ser indicado pelo prefeito da cidade.
Estatua em homenagem a Pedro de Valdivia, fundador de Santiago
Foto da Marina fotografando a Catedral Municipal de Santiago
A tal Catedral Municipal de Santiago
Um onibus turistico todo estiloso
Foto de um mapa em metal (seria bronze?) da cidade de Santiago. Parece um tabuleiro de xadrez, não?
Foto do prédio do Correo Central
Visitamos o museu de História Nacional (que se eu me lembro bem, era gigantesco) e depois de uma ou duas horas, continuamos nossas perigrinação. Pegamos a rua Monjitas e paramos novamente em um supermercado para nos abastecer de agua. "Olha Marcos, é igual a nossa manteiga "Delicia"." A Marina se referia a um pote de margarina que tinha o nome "Delicy" se não me engano. E já sacou a camera para fotografar a margarina. E, um senhor que trabalhava no mercado se pos na frente e brincou como se ele fosse o alvo da foto. Como a Marina estava de otimo humor, resolveu tirar uma foto com o senhor. Assim que ela revelar a foto eu posto aqui.
Continuamos descendo a rua e caimos na frente do Museu de Bellas Artes. Em frente do museu, uma estatua bacana de dois anjos em uma posição que pode fazer com que os mais afoitos confundam com uma relação sexual. Sentamos em um dos bancos para descançar e reparamos que diversos alunos utilizavam a praça para praticar seus dotes artisticos. Inclusive duas garotas sentaram no mesmo banco que o nosso, mas rapidamente se levantaram e sentaram no lado oposto ao nosso. Acho que nossa conversa estava atrapalhando elas, tadinhas.

As fotos abaixo foram tiradas pela Marina (eu estava cansado demais para me levantar).
Museu de Bellas Artes
Os tais anjos
... and again...
Monumento localizado na praça em frente ao Museu de Bellas Artes
Entramos, claro, no museu. O museu, para variar, é gigantesco, com inumeras obra de arte (ou suponho que sejam, já que eu não entendo nada de arte). Meio que nos obrigamos a subir e descer escadas para ver todas as obras. Estavamos super cansados, mas mesmo assim, queriamos aproveitar para ver todas as obras que tinha ali. Depois de muito andar por ali e muitas obras e obras de artes vistas, saimos do museu e pegamos o metro Bellas Artes em direção a Av. Suécia.

Descemos na estação do Metro Los Leones e andamos pela Avenida Suécia. E andamos. E andamos mais...
A intenção era encontrar algum lugar para comer algo, beber algo e conhecer a famosa vida noturna do bairro. Dizem (pelo menos o guia diz) que esse bairro é famoso pela vida noturna. Mas não encontramos nada que parecesse um bar, restaurante, ou qualquer lugar aonde seres humanos pudesse reunir para se divertir. Desistimos e subimos pela Avenida Holanda, ainda na esperança de encontrar algo. Mas nada.
Nossa vontade de encontrar um lugar para se divertir foi gradualmente substituida por encontrar algum lugar para comer e correr para o hotel. Tentamos um restaurante, mas fomos cordialmente expulsos de lá (maldade, estava fechando). No desespero, sobrou para o relativamente bom e relativamente velho McDonalds.
Comemos um "McNifica" com Sundae. Vou lhe dizer. O Sundae de lá está a milhas de distancia do nosso Sundae. Enquanto aqui no Brasil temos que ficar implorando para que coloquem uma gota a mais de cobertura, lá o Sundae vem bem servido de cobertura, com direito a pedaços verdadeiros de frutas (e não aqueles fiapinhos de morango que vem por aqui).
Voltamos para o hotel com os planos feitos para o dia seguinte: ir ao Cerro San Cristoban, a feira de Artesanato de Los Dominicos e talvez voltar ao Museu de Bellas Artes para comprar alguma lembraça. Claro, planos são feitos para não serem executados ao pé da letra.
Acordamos cedo e ainda discutiamos os planos para o dia. Obvio, teriamos que visitar a feira de artesanato de Los Dominicos e o Cerro San Cristobal. Talvez precisariamos voltar ao museu Bellas Artes, para comprar alguma lembrança. Mas as ordens das visitas ainda estavam confusas.
Enquanto a Marina estava no banheiro, eu resolvi dar uma lida em um dos milhares de panfletos que ela pegou na recepção do hotel. Foi quando eu percebi, entre as propagandas de um dos panfletos, passeios turisticos monitorados. Ora, o preço não era tão caro, e pelo o que os passeios mostravam, daria para visitar bastante coisa. Tinha alguns passeios noturnos com os quais a Marina se empolgou mas que descartamos, por ser domingo (e geralmente pouca gente vai para a balada de domingo) e porque eu não via lá muito interesse em visitar varias casas noturnas por alguns minutos e não parar em nenhuma.
Descemos para tomar café, e depois de muito empurra-empurra para descidir qual de nós dois iria perguntar para o recepcionista do hotel como agendar um passeio desses, voilá! Um taxi estava na porta do hotel nos aguardando para levar até o passeio.
Chegamos no ponto de encontro aonde um onibus fretado nos aguardava. E então nós aguardamos um bom tempo, pois tinha outros turistas que iriam fazer parte do nosso passeio, mas eles não conseguiam chegar até o onibus devido a Maratona de Santiago. De qualquer forma, partimos sem eles.
Como de praxe, o guia ia explicando um pouco sobre Santiago, em ingles e espanhol até chegarmos à primeira parada de nosso passeio: Cerro San Cristobal. Segundo eu li no guia, o Cerro San Cristobal é um pedaço dos Andes que invade a cidade de Santiago. É para lá que todos mundo de santiago vai passear de final de semana. Lá de cima é possivel ver boa parte de Santiago, e admirar um pouco mais os Andes. Segundo o guia turistico, no Cerro existe um Jardim Botanico, aonde é possivel ver exemplos da extensa flora chilena (não se esqueça que o Chile possui o arido deserto do Atacama e a distante Terra do Fogo.
Falaremos mais do Cerro mais tarde, por hora, fiquem com as fotos que eu tirei de lá:
Parte de Santiago vista do Cerro San Cristóbal, com Andes ao fundo
Parte de Santiago vista do Cerro San Cristóbal, com Andes ao fundo
Parte de Santiago vista do Cerro San Cristóbal, com Andes ao fundo
Parte de Santiago vista do Cerro San Cristóbal, com Andes ao fundo
Parte de Santiago vista do Cerro San Cristóbal, com Andes ao fundo
Eu, escondido pelas sombras
Uma bacana pequena construção de onde é possivel tirar fotos melhores
Parte de Santiago escondida pela vegetação, vista do Cerro San Cristóbal, com Andes ao fundo
Outra vez, a vegetação escondendo a vista
Andes e a vegetação do Cerro
Deja vú?
A-há! Vegetação do Cerro, com os fios do teleférico em destaque
Mais foto da vegetação local
OK... A pedidos da Marina, retirei as fotos que eu tirei dela dentro do onibus. Vontando ao passeio. Entramos no onibus e fomos em direção a outro Cerro, o de Santa Lucia. Foi lá que o Pedro de Valdivia fundou Santiago em 1540. De fato, o guia disse que poderiamos encontrar o próprio Pedro de Valdivia "cara-a-cara" lá no cerro. Eu achei estranho, pensei que os restos mortais dele estavam enterrados lá.
De qualquer forma, descemos e fomos passear pelo Cerro de Santa Lucia. Logo na entrada, outra guia nos aguardava, para dar continuidade ao passeio.
Cerro Santa Lucia
Entrada do Cerro Santa Lucia
Andamos alguns metros pelo cerro com a guia explicando sobre a importancia daquele local na história da cidade de Santiago até chegarmos em um ponto aonde a guia destacou que era exatamente ali, o local aonde Pedro de Valdivia tinha fundado a cidade a tanto tempo atras. Foi quando subitamente ela foi interrompida por sons de cornetas.
Da escada, desciam duas pessoas caracterizadas como Pedro de Valdivia e sua amante, Inés de Suárez. Obvio que eu não veria os restos mortais de Pedro de Valdivia e sim uma encenação!
Pedro de Valdivia "fundando" a cidade de Santiago
Pedro de Valdivia "fundando" a cidade de Santiago
Nossa guia pela história de Santiago e a amante de Pedro de Valdivia, Inés de Suárez
Pedro de Valdivia "fundando" a cidade de Santiago
Pedro de Valdivia "fundando" a cidade de Santiago
Pedro de Valdivia "fundando" a cidade de Santiago
Pedro de Valdivia e sua amante, Inés de Suárez
Pedro de Valdivia "fundando" a cidade de Santiago
Pedro de Valdivia e Inés de Suárez sendo entrevistados pela nossa Guia
Indio local não muito feliz com a presença espanhola
Indio local não muito feliz com a presença espanhola
Indio local não muito feliz com a presença espanhola
Confronto verbal (e visual) entre Pedro de Valdivia e o indio local
Confronto verbal (e visual) entre Pedro de Valdivia e o indio local
Pose final e Fim da Apresentação
Vou ser sincero. Achei muito divertida essa apresentação e fiquei pensando o motivo da não existencia de apresentações semelhantes por aqui, em São Paulo (só para depois descobrir que existem tambem, o problema é o fato de ninguem ir atrás). Findada a apresentação, eu e a Marina resolvemos subir o Cerro Santa Lucia para visualizar Santiago lá de cima. Antes de começarmos o nosso calvario, nos deparamos com a linda Terraza Neptuno.
Terraza Neptuno
Terraza Neptuno e topo do Cerro Santa Lucia
Adorei essa foto. Parece que Netuno ergueu seu tridente para envocar um relampago (claro, Netuno era deus dos reinos marinhos, quem envocava relampagos era Jupiter)
Terraza Neptuno
Terraza Neptuno com prédios do centro de Santiago ao fundo
Terraza Neptuno com prédios do centro de Santiago ao fundo
Tentativa de fotografar os ultimos corredores da Maratona de Santiago. Ô pessoar arisco, sô.
Parte de tras do Terraza Neptuno
Cidade de Santiago visto do Cerro Santa Lucia
Cidade de Santiago visto do Cerro Santa Lucia, com destaque para o Terraza Neptuno
E subimos, subimos e subimos. E entre uma atividade e outra, subimos. Por mais que subiamos, viamos que tinha mais a subir. Queriamos muito olhar para a cidade lá de cima, mas parece que aquele morro não tinha fim.
Uma das entradas dos caminhos em direção ao topo
Cidade de Santiago, visto de cima do Cerro Santa Lucia
Monumento em homenagem a população nativa, com direito a carrinho de sorvetes Nestlé (lá é conhecido por Sarvoy)
Cidade de Santiago, com Andes ao fundo (novidade, qualquer lugar de Santiago parece ter os Andes ao fundo).
Terraza Neptuno visto de cima.
Cidade de Santiago visto do Cerro Santa Lucia
OK, depois de horas de caminhadas (que na realidade, foram apenas 15 minutos), nos demos conta de que seria impossivel chegar ao topo do Cerro sem perder o restante do passeio. Resignados, demos meia volta e descemos em direção ao onibus.
Dentro do onibus, iniciamos nossa viagem rumo ao centro histórico. Claro que já tinhamos ido no dia anterior, mas sempre é legal estar acompanhado com gente que sabe da história da cidade. Descemos, ficamos rodeando a praça central e olhando com mais atenção aos monumentos no entorno da praça.
Foto tirada de dentro do onibus.
Essa você já conhece: Catedral Municipal de Santiago.
Essa você já conhece: Catedral Municipal de Santiago.
Fonte no centro da Plaza das Armas.
Zoom na fonte.
Edificio do Correo Central de Santiago.
Noch ein mal: Edificio do Correo Central de Santiago.
Museu Histórico Nacional.
Novamente a Cadetral.
E novamente o prédio do Correo
Frente da Catedral: Venda de Ramos para o "Domingo de Ramos" e um pequeno protesto na frente da igreja.
Portal Fernández Concha, um centro comercial.
Partimos dali e seguimos em direção ao Palacio La Moneda. Não sei se era devido a ser domingo, ou porque a cidade tinha suas ruas fechadas para a realização da Maratona de Santiago, mas era muito agradavel andar pela cidade sem aquela mutidão que encontramos no dia anterior.
Chegada da Maratona Internacional de Santiago.
Chegada da Maratona Internacional de Santiago.
Palacio La Moneda
Monumento em homenagem a Salvador Allende, presidente morto.
Prédio da Intendencia de Santiago.
Chegada da Maratona Internacional de Santiago.
Guardas e seus cachorros
Atletas fazendo exercicios pós maratona.
Guardas simpaticamente posando para as fotos.
Palacio La Moneda.
Palacio La Moneda again.
Palacio La Moneda noch ein mal.
Um Caminhão-Tanque que encontramos quando voltavamos para o onibus.
E o passeio estava no fim. Olhando as fotos parece que ele foi bem curto, mas o passeio valeu e muito a pena. Saimos do centro histórico e descemos em uma loja chique cheio de lembranças e joias em Lápis-Lazúli. As moças eram super atenciosas, mas não atrairam nossa vontade em colocar a mão no bolso para comprar algo. A unica coisa que fizemos foi tomar uma dose gratis de Prisco Sour que nos serviram.
De lá, saimos em um micro onibus rumo ao nosso hotel. Nesse momento perdi minha blusa (depois perguntam porque eu nunca tiro minha blusa, mesmo em um dia de 40º C). Subimos para o nosso quarto, tempo para nos arrumarmos e descemos novamente. Um taxi e estavamos na frente da igreja de Los Dominicos.
Passamos o restante da tarde andando pelas ruelas do vilarejo, uma especie de "Feira de Embu" (eu acho, nunca fui lá) atrás de lembranças. O local estava apinhado de estrangeiros. Eu escutava mais alemão e ingles do que espanhol. Eu, particularmente, comprei uma camisa estilo bandeira do Chile, alguns marca-paginas, imãs, quadros feitos de cobre, brincos de lápis-lazúli (para minha irmã) e um pingente com um simbolo que representa "trabalho". Tinha varios outros pingentes, mas com temas mais para "meninos", apenas esse e o de "Força". Mas como o simbolo de força é uma suastica (não a invertida, como usavam os nazistas), o pessoal poderia ligar com o fato que estudo alemão e ter ideias ridiculas. Não, prefiro ficar com o trabalho.
Depois de algumas horas buscando presentes para os parentes da Marina, voltamos a procurar um taxi.
Cordilheira dos Andes atrás do Centro Artesanal Los Dominicos.
Cordilheira dos Andes atrás do Centro Artesanal Los Dominicos.
Cordilheira dos Andes atrás do Centro Artesanal Los Dominicos.
Cordilheira dos Andes atrás do Centro Artesanal Los Dominicos.
E como foi dificil arrumar um taxi. Demoramos bem uma hora procurando um. A Marina fazia sinais para qualquer taxi que aparecia, mesmo eles estando ocupados e na faixa oposta da pista. Estava vendo que quando um vazio aparecesse, ela iria se atirar no capo do taxi. Não chegou a tando, ela apenas correu balançando os braços...
Saimos de lá voltamos para o Cerro San Cristobal. Na frente da entrada, barracas que vendiam objetos quase pela metade do preço que estavam no Centro Artesanal.
Entramos no Funicular e partimos rumo ao topo do Cerro.
Trem do Funicular, ao chegar ao topo do Cerro.
Foto de Santiago, do topo do Cerro.
Foto de Santiago, do topo do Cerro.
Comércio lá em cima do Cerro San Cristobal
Foto de Santiago, do topo do Cerro.
Foto de Santiago, do topo do Cerro.
Foto de Santiago, do topo do Cerro.
Imagem da Virgem da Imaculada Concepcion
Imagem da Virgem da Imaculada Concepcion
Foto de Santiago, do topo do Cerro.
Foto de Santiago, do topo do Cerro.
Foto de Santiago, do topo do Cerro, do lado da Virgem.
Santiago, com destaque para os Andes.
Santiago, com destaque para os Andes.
Santiago, com destaque para os Andes.
Seria neve isso branco no topo dos Andes? É o mais próximo que cheguei de neve.
Andes, Santiago e afins.
Foto dos Andes, no cair da tarde.
Foto dos Andes, no cair da tarde.
Novamente, foto de um lugar que parecia ser neve.
Andes por trás da vegetação do Cerro
Paramos em uma lanchonete no topo do Cerro para tomar um sorvete (uma versão Kibon de lá) e fomos pegar o teleferico para descer. A fila estava gigantesca, mas a sucessão de cabines que deciam faziam com que ela corresse rapidamente. Logo estavamos dentro de uma cabine, descendo rumo a Santiago e vendo a cidade iluminada no meio da noite.
Quadro indicativo das informações do teleférico
Unica foto bacana que consegui tirar de dentro do teleférico (ou seja, imagina como sairam as outras).
Após alguns minutos (e um problema, pois eu não encontrei o ticket para fazer o segundo trajeto do teleferico) estavamos novamente na parte de baixo do Cerro. Andamos um pouco e já estavamos atravessando o rio Mapocho e chegamos na av. 11 de Septiembre. Paramos na primeira lanchote que vimos e comemos um senhor cachorro quente, com direito a porção de pasteis e cerveja chilena (uma chamada Cristal). Pela avenida, uma mutidão de torcedores da Universidad Catolica passava, cantando e festejando, provavelmente uma vitória.
Pegamos o metro e alguns minutos depois estavamos no hotel. Como sempre, a Marina mais atenta do que eu reparou que tinhamos direito a um Prisco Sour gratis, cortesia do hotel. Tomamos o Prisco, voltamos para o quarto e mais um dia de visitas encerrado.
No dia anterior o nosso guia turistico tinha avisado que iria ocorrer a troca da guarda no palacio La Moneda. Como nunca tinha visto algo do genero, já estava decidido o que fariamos durante parte da manhã. O problema é que nada funcionava antes das 7 da manhã. E exatemente meio dia, teriamos que estar de malas prontas para rumarmos para o aeroporto.
Então, descemos cedinho para tomar café (e escutarmos sobre um vulcão que tinha entrado em erupção no Chile) e partirmos. Antes de pegarmos o metro, demos uma volta pelo quarteirão. Seria a ultima vez que poderiamos passear por lá sem pressa. Visitamos o parque bacana que nos recebeu no sabado, quando não tinhamos para onde ir (lembram? Chegamos antes da hora no hotel) e tiramos uma foto.
Parque na região do Hotel Director El Golf
Pegamos um metro e descemos na frente do Mercado Municipal. Infelizmente tivemos medo de tirar fotos do mercadão, pois não tinha o clima gostoso do domingo e como era um dia util, não combinava dois turistas de camera em punhos tirando foto de um prédio. Apenas entramos no mercadão.
Nada estava funcionando. Pessoas lavando o chão, um forte cheiro de peixe, o unico restaurante fechado. Mas valeu a pena, pois uma barraca estava aberta e assim a Marina conseguiu comprar muitas sementes para dar de presente para sua mãe. Saimos de lá e fomos em direção do Palacio La Moneda novamente.
Não sei se já comentei, mas foi curioso que embora a viagem não possuisse nada muito programado, as escolhas de ultima hora sempre demonstravam ser as melhores. A ideia inicial era pegar novamente o metro e voltar para o Palacio La Moneda, afim de ver a tal troca da guarda. Mas como tinhamos tempo, resolvemos ir até lá a pé (felizmente, uma das minhas poucas qualidades é uma noção fabulosa de direção).
Andamos pelo centro de Santiago, dessa vez com as maquinas fotograficas escondidas, conversando e observando o fluxo de pessoas em direção a seu trabalho. Passamos mais uma vez pela Plaza das Armas (já estavamos em casa) e caminhamos em direção a avenida principal da cidade. E andando pela avenida demos de cara com a Universidade do Chile, um dos pontos que gostariamos de conhecer. Reunimos o restante de coragem que existia em nossas almas e sacamos as cameras fotograficas para registrar o local.
Universidade do Chile
Escondemos novamente as nossas cameras e continuamos caminhando pela cidade. Quando mais do que de repente, um som de fanfarra atingue nossos ouvidos. Era a guarda se diriguindo para o Palacio La Moneda para a troca de guarda! Se tivessemos seguido os nossos planos, estariamos sentados na grama esperando a guarda chegar. Mas devido a nosso humor aleatório, lá estavamos nós, seguindo a guarda como cachorros seguindo os pneus dos carros.
Foto da chegada da guarda ao Palacio La Moneda
Foto da chegada da guarda ao Palacio La Moneda
Foto da chegada da guarda ao Palacio La Moneda
Foi então quando a Marina me deu a ideia de filmar a troca de guarda. Bem, minha camera não tem tanta resolução assim, mas acho que a ideia foi boa. Então, fiquei eu lá, segurando a camera fotografica e com a respiração presa durante 30 minutos. Se valeu a pena ou não eu não sei. Tire suas proprias conclusões vendo o video abaixo.
Efetuada a troca da guarda, demos um tempo na frente do Palacio La Moneda e nos preparamos para ir embora. Não tinha mais nada a fazer em Santiago. Era fim de viagem.
Por que eu me deixo convencer que é uma boa ideia tirar foto minha?
Esse vocês já conhecem: Palacio La Moneda, dessa vez a outra entrada
Praça em homenagem ao Bicentenario do Chile, em frente ao Palacio La Moneda
Bem, não tinhamos mais nada a fazer, a não ser juntar nossos trapos e voltar para o Brasil. Pegamos o metro, voltamos ao hotel, pegamos nossas coisas, descemos ao saguão principal, fechamos nossa conta, pegamos um taxi e lá fomos nós em direção ao aeroporto. A viagem parecia muito mais longa do que a da chegada e estavamos morrendo de sono (eu pelo menos estava).
Chegamos ao aeroporto, fomos a casa de cambio para devolver os parcos pesos não gastos e ficamos dando voltas pelo saguão. Como não havia muito a fazer, aproveitei para tirar fotos do local em volta:
Avião esperando a hora de levantar voo (não era o nosso)
Se desejassemos voltar correndo para Santiago, seria por essa pista que passariamos
Rodovia rumo a Santiago com aeroporto ao lado
Rodovia rumo a Santiago com aeroporto ao lado
Perdemos algum tempo nos Duty Free de lá (que na minha opinião, estão a anos luz de distancia dos daqui) e pegamos o avião da LAN com o Brasil de destino. Dessa vez sim, um avião respeitavel.
Descemos no Brasil a noite, passamos pela alfandega sem nenhum problema e já estavamos sentindo saudades de Santiago. Quem sabe, da proxima vez, um passeo por Valparaiso? Ou pelo Atacama? Ou esquiar no inverno? Sonhos...