01 - Primeiro dia: Centro Histórico

Começando a história do começo... Na festa de final de ano ganhei uma viagem de ida e volta com acompanhante, mais duas diarias de Hotel, para uma cidade a escolher: Santiago e Buenos Aires. Escolhido o destino (Santiago), faltava escolher quem iria comigo.

Resolvi chamar uma amiga da época do SENAC. A Marina é uma das poucas pessoas com quem vivo conversando sobre viagens ao exterior e embora Santiago não seja a Irlanda, nem New Orleans e muito menos a cidade do México, achei que ela gostaria de conhecer Santiago. Na verdade, chamei ela tambem porque achava que ela soubesse espanhol, mas nem foi necessário que falassemos algo nessa lingua tão facil de se entender e tão dificil de dominar.

Saimos sábado de madrugada de casa em direção ao Aeroporto Internacional Franco Montoro, em Guarulhos. Dessa vez, o voo era de sabado de manhã, as oito horas, e como é necessário estar no aeroporto com duas horas de antecendencia, mais o medo de perder a hora, eu resolvi que não iria dormir aquela noite. Para ser sincero não fez muita falta, mas volta e meia, quando eu parava em algum canto, eu cochilava.

Procedimentos normais: despachar bagagem, raio X, passar no Duty Free (e sair correndo, pois a Marina encontrou um vidro de perfume quebrado e ficamos com medo de ter que pagar) e pegamos o avião da LAN, rumo a Santiago.

Juro que foi uma diferença gritante. Estava acostumado com os aviões da TAM (que piada, só utilizei aviões duas vezes antes na vida), e lá estava nós, em um avião minusculo. Sinceramente já vi onibus executivos com maior espaço interno. Felizmente não tinha ninguem no terceiro banco, dando assim para a Marina esticar as pernas.

Outra diferença era acompanhar pela janela a viagem. Durante a minha viagem para a Alemanha não dava para ver nada alem do céu azul, nessa dava para ver o continente, os vilarejos e cidades por onde o avião passava. Resolvi dormir um pouco e aproveitar essas 3 horas de viagem compensando a noite não dormida.

De repente, a Marina me acorda para mostrar os Andes de cima! Realmente é muito bacana! Pena não ter dado para ver muito, pois conforme o avião ia subindo, as nuvens iam cobrindo a vista. Mas os Andes são realmente de tirar o folego.

De qualquer forma, 3 horas e pouco depois lá estavamos nós, descendo em território chileno. Pegamos nossas bagagens e fomos comprar Pesos Chilenos. Meu Deus! Como o peso chileno é desvalorizado! Cada 3 ou 4 reais dava para comprar 1000 pesos! E isso porque estavamos na casa de cambio do aeroporto, que geralmente cobra uma taxa a mais.

Mais alguns minutos (e muitos taxistas oferecendo serviço) depois, estavamos em direção do Hotel Director. Primeiramente, a impressão que Santiago passava era que estavamos em São Paulo. Tirando o aeroporto, que era muito mais moderno do que o nosso de Guarulhos, a cidade passava a impressão de que não tinhamos saido do país.

 

Chegamos ao hotel antes do horario, o que nos obrigou a dar uma volta pela redondeza. Saimos do Hotel, pegamos a rua Carmencita aonde ficava o hotel, passamos na frente de algumas embaixadas (se eu não me engano, a da França e da Arabia Saudita, mas posso muito bem estar enganado) e fomos até a Plaza Perú. De lá, pegamos a Don Carlos, demos uma volta no quarteirão e caimos na Av. Apoquindo, a principal avenida da região. Demos de cara com uma estação do metro (que visitamos varias vezes nessas poucas 48 horas que ficamos por lá) e um Subway.

Voltamos ao hotel e fomos para o nosso quarto. Deixamos nossas coisas e nos arrumamos para ir visitar o centro antigo da cidade. Antes, passamos no Subway para "almoçar" e em seguida, descemos até a estação El Golf do metro. Sinceramente gostei do metro de Santiago. Apesar dos trens serem bem menores do que os de São Paulo, parecem mais modernos e simpaticos. Sem contar que a malha metroviaria parece ser muito maior do que a de nossa cidade. Mas alguns minutos depois, estaria nós descendo na estação La Moneda, no centro histórico e rumamos em direção do Palacio La Moneda.

Um pouquinho de história. Esse palacio tem esse nome, obvio, porque foi planejado para sediar a Casa da Moeda, ainda quando o Chile era um território pertencente a Espanha. E foi utilizado para isso até 1845, quando virou sede do governo do Chile e residencia dos presidentes. Foi seriamente danificada durante o golpe de estado de 1973, reconstruido e inaugurado por Pinochet.

Chega... Passamos pelo Palacio La Moneda achando que ele fosse um museu. Na parte de tras do museu, digo, Palacio, existe uma praça bem arborizada, com estatuas dos principais presidentes chilenos, com destaque para Salvador Allende, presidente morto durante o golpe de 1973.

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Praça localizada atrás do Palacio La Moneda (chamada Plaza de La Constitucion)

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Eu, em mais uma das minhas não fotogenicas poses

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Palacio La Moneda

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A Marina dando uma pausa. Ainda iriamos andar bantante essa tarde

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Vista da ala Leste da Praça

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Marina e seu novo amigo posando para uma foto

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Infelizmente o rapaz era muito timido

Bem, nesse momento, acabou as pilhas da minha camera fotografica! Eu, como prevenido que sou, rapidamente troquei as pilhas da camera. Sempre ando com pilhas reserva na minha bolsa. E para minha supresa, elas estavam descarregadas! Como tambem estavam todas as outras pilhas que eu tinha comigo!!! Que droga. Então a viagem apartir daqui fica sem fotos, apenas aguardando a Marina revelar as fotos dela para que eu possa complementar o post.

Continuamos andando pelo centro velho, passamos pelo Palacio de Los Tribunales de Justicia, Bolsa de Comércio, prédio aonde era o Congresso Nacional e chegamos até a Plaza de Armas.

A Plaza das Armas é o marco central de Santiago (e de todo o Chile). E como se é de esperar, varias contruções importantes a cerca. Entre elas, a Catedral Metropolitana, o Museu Histórico Nacional, o Museu de Santiago e a Prefeitura. Como toda praça central de uma grande cidade, estava apinhada de gente. Demos um pulinho em uma sorveteria para nos abastecer de agua e aproveitamos para tomar sorvete. E finalmente encontrei algum lugar aberto que vendia pilhas para minha camera! O duro foi fazer o lojista entender que queriamos pilhas, acho que deve existir algum outro vocabulo na lingua espalhola para isso. Não teriamos apartir dali mais problemas com pilhas, já que o pacote que eu comprei devia ter, no minimo, umas 30 delas...

Descemos pela Passeo Ahumada, em busca dos tais museus (o Historico Nacional e o de Santiago). O leitor mais atento irá perceber que ambos ficam na praça que acabamos de passar. Mas não era o que dizia o nosso guia de bolso (Bagagem de Mão: Santiago de A a Z - Chile). Um otimo guia, apesar disso. Rodamos, rodamos e rodamos pelo centro de Santiago. As ruas do centro lembravam muito as do centro de São Paulo, exceto por não ter camelos empurrando DVDs piratas.

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Passeio pelo Passeo

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Uma pequena fonte

Bem, e andando pelas ruas cheias de pedestres de Santiago, nos deparamos com um curioso grupo de jovens segurando placas "Abraços Gratis". É claro que, de graça, até mal olhado, a Marina foi correndo para abraçar o pessoal. Mais uma foto que estou devendo, já que pertence ao conjunto de fotos da Marina.


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Bolsa de Comércio

Andando pelas lojas, encontrei duas lojas que me chamaram atenção. As duas vendendo produtos oficiais da WWE. Na primeira, era possivel encontrar DVDs dos Pay Per View do ano passado, e na outra era possivel encontrar de tudo. Bonecos, camisetas, bones, DVDs, tudo. Pena que a luta livre não faça tanto sucesso por essas bandas.

 

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De volta a Plaza das Armas, com a Catedral ao fundo

Pois é, procurando os tais museus, estavamos nós novamente na Plaza. Desta vez eu estava munido de pilhas novas e uma camera positivo operante. E finalmente encontramos os museus!

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Foto da Ilustre Municipalidad de Santiago - uma especie de prefeitura

Digo eu uma especie de prefeitura, pois não sei se já comentei, Santiago é dividida em varias comunas, cada um com sua administração própria. E se eu não me engano, todos os administradores das comunas são eleitos pelo voto direto. Seria como se os administradores regionais de São Paulo fosse eleito pelo voto direto, ao invés de ser indicado pelo prefeito da cidade.

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Estatua em homenagem a Pedro de Valdivia, fundador de Santiago

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Foto da Marina fotografando a Catedral Municipal de Santiago

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A tal Catedral Municipal de Santiago

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Um onibus turistico todo estiloso

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Foto de um mapa em metal (seria bronze?) da cidade de Santiago. Parece um tabuleiro de xadrez, não?

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Foto do prédio do Correo Central

Visitamos o museu de História Nacional (que se eu me lembro bem, era gigantesco) e depois de uma ou duas horas, continuamos nossas perigrinação. Pegamos a rua Monjitas e paramos novamente em um supermercado para nos abastecer de agua. "Olha Marcos, é igual a nossa manteiga "Delicia"." A Marina se referia a um pote de margarina que tinha o nome "Delicy" se não me engano. E já sacou a camera para fotografar a margarina. E, um senhor que trabalhava no mercado se pos na frente e brincou como se ele fosse o alvo da foto. Como a Marina estava de otimo humor, resolveu tirar uma foto com o senhor. Assim que ela revelar a foto eu posto aqui.

Continuamos descendo a rua e caimos na frente do Museu de Bellas Artes. Em frente do museu, uma estatua bacana de dois anjos em uma posição que pode fazer com que os mais afoitos confundam com uma relação sexual. Sentamos em um dos bancos para descançar e reparamos que diversos alunos utilizavam a praça para praticar seus dotes artisticos. Inclusive duas garotas sentaram no mesmo banco que o nosso, mas rapidamente se levantaram e sentaram no lado oposto ao nosso. Acho que nossa conversa estava atrapalhando elas, tadinhas.

As fotos abaixo foram tiradas pela Marina (eu estava cansado demais para me levantar).

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Museu de Bellas Artes

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Os tais anjos

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... and again...

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Monumento localizado na praça em frente ao Museu de Bellas Artes

Entramos, claro, no museu. O museu, para variar, é gigantesco, com inumeras obra de arte (ou suponho que sejam, já que eu não entendo nada de arte). Meio que nos obrigamos a subir e descer escadas para ver todas as obras. Estavamos super cansados, mas mesmo assim, queriamos aproveitar para ver todas as obras que tinha ali. Depois de muito andar por ali e muitas obras e obras de artes vistas, saimos do museu e pegamos o metro Bellas Artes em direção a Av. Suécia.

Av. Suécia

Descemos na estação do Metro Los Leones e andamos pela Avenida Suécia. E andamos. E andamos mais...

A intenção era encontrar algum lugar para comer algo, beber algo e conhecer a famosa vida noturna do bairro. Dizem (pelo menos o guia diz) que esse bairro é famoso pela vida noturna. Mas não encontramos nada que parecesse um bar, restaurante, ou qualquer lugar aonde seres humanos pudesse reunir para se divertir. Desistimos e subimos pela Avenida Holanda, ainda na esperança de encontrar algo. Mas nada.

Nossa vontade de encontrar um lugar para se divertir foi gradualmente substituida por encontrar algum lugar para comer e correr para o hotel. Tentamos um restaurante, mas fomos cordialmente expulsos de lá (maldade, estava fechando). No desespero, sobrou para o relativamente bom e relativamente velho McDonalds.

Comemos um "McNifica" com Sundae. Vou lhe dizer. O Sundae de lá está a milhas de distancia do nosso Sundae. Enquanto aqui no Brasil temos que ficar implorando para que coloquem uma gota a mais de cobertura, lá o Sundae vem bem servido de cobertura, com direito a pedaços verdadeiros de frutas (e não aqueles fiapinhos de morango que vem por aqui).

Voltamos para o hotel com os planos feitos para o dia seguinte: ir ao Cerro San Cristoban, a feira de Artesanato de Los Dominicos e talvez voltar ao Museu de Bellas Artes para comprar alguma lembraça. Claro, planos são feitos para não serem executados ao pé da letra.

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